segunda-feira, setembro 21, 2009

Inconsciência, Irresponsabilidade e Estupidez

Ontem, minha esposa e eu, fomos dar um passeio pelos arredores usando as estradas menos "concorridas" a nível de tráfego rodoviário. Metemos a Vildemoinhos, passamos S. Salvador, Povoa e, na recta logo a seguir a uma saída vinda de Tondelinha, ia, á nossa frente, uma viatura, acho que de tracção eléctrica, que, minha esposa resolveu ultrapassar, dada a lentidão dos dois veículos.
No momento da ultrapassagem, para aí a 30 Km/h, reparamos que a condutora da outra viatura era uma menina dos seus seis/sete anos, que, ao ver-se ultrapassada, se deve ter assustado e deu uma guinada para o nosso lado batendo em nós e, não sabemos como, tombando para a direita, ficando muito próxima de uma arriba de uns três metros de altura.
Saímos do nosso carro e, juntamente com os ocupantes de uma outra viatura que vinha atrás, fomos ver e tentar ajudar os ocupantes do veículo sinistrado.Justificar completamenteÀ parte o pequeno carro, com todo o tejadilho e pára brisas destruído, feliz e milagrosamente, ninguém se ferira com gravidade: A garota apenas fizera uma ligeiríssima escoriação debaixo do lábio inferior, ficando, obviamente, em estado de choque, o mesmo sucedendo ao gato, que desarvorou pinhal acima e ao cão que andava de pessoa para pessoa numa desorientação evidente.
Minha esposa, depois de se ter certificado que tudo estava bem, prescindiu de debitar os prejuízos causados ao nosso carro, mas, naturalmente, não se coibiu de pregar uma boa descompostura ao pai da criança, chamando-o de inconsciente e irresponsável. E, depois, acarinhando a menina disse-lhe para, de futuro, se o pai a quisesse pôr a conduzir aquele carrinho (do tipo dos carros de golfe) o não fizesse sem, primeiro, ir a uma escola de condução.
- Meu Deus, por quê tanta inconsciência, irresponsabilidade e... estupidez? Perdoai-lhes Pai que não sabem (ou não querem saber) o que fazem!...

sexta-feira, setembro 18, 2009

A Marca ou a Pegada que deixamos

«É o melhor do Mundo e arredores! Ele tem feito muito pela sua terra,se não fosse ele...» - Escuta-se dizer, em período de eleições, a respeito de certos candidatos legislativos ou autárquicos.
De facto, ninguém passa um só dia da sua vida sem deixar uma qualquer marca da sua estadia neste Planeta. Boa ou má, pouco importa, mas a verdade é que essa pegada existe e fica, duradoura ou efémera, impressa no grande rochedo do Tempo e da Existência.
Rum será a pessoa, político ou não, que, ao fim de um qualquer prazo cumprido, não tenha feito algo. Esse indivíduo será, naturalmente, um néscio e, o que é pior, uma nulidade entre a sociedade humana em que se insere.
Não sou, por opção, político, contudo sei - sem arrogância o digo - que quem quiser achar a minha pegada, facilmente a topará, basta querer. As nossas marcas são os nossos filhos (de que tanto nos orgulhamos), as nossas acções, os nossos exemplos e, no meu caso, também os nossos escritos.
Desgraçado do político que, com mais de um mandato, nada tenha feito! Esse seria tão retrógrado e tão infeliz que não teria acompanhado a natural e normal evolução do Mundo e da Vida. Não seria, creiam, digno, sequer, de ser considerado Homem!
E por aqui me quedo, não vá o Dianho tecê-las!... - Como soa dizer o Povo.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Objectividade e Imparcialidade

Quando exercia a profissão de jornalista, o meu maior cuidado era o de tudo fazer para que a notícia, crónica ou reportagem, nunca perdesse a objectividade que me era imposta pelos chefes de redacção dos Órgãos de Comunicação Social para quem trabalhava (e foram, os mais importantes do nosso país).
Num tempo de Censura institucionalizada conseguir cumprir, sem fugir à verdade dos factos, essa obrigação jornalística era ainda mais difícil, pois havia que, a mais das vezes, recorrer a subterfúgios e/ou subtilezas que ludibriassem os "homens do Lápis azul" - fanáticos do regime que viam sublevação onde não existia (curiosamente. no pós 25 de Abril de 74 também acontecia o mesmo: viam-se "reaccionários" em quem o que queria era viver ou sobreviver, no turbilhão desses conturbados tempos).
Ser objectivo e imparcial é a coisa - digo eu - mais difícil de cumprir, já que cada ser humano tem as suas ideias e as suas formas de ser e agir. É preciso ter uma grande bagagem de valores culturais, morais e humanos, para pormos de lado interesses pessoais ou de quem nos paga e sabermos escapar aos nossos impulsos e aos dos outros.
Infelizmente - vinque-se esta palavra - nem sempre assim é! E o Mundo, por isso, geme e sofre, vergado ao peso da falta de objectividade e das falhas de... imparcialidade!...

terça-feira, setembro 15, 2009

Ainda "Eleitoralismo eleiçoeiro"

Olá Cristina,
Dizes no teu comentário ao meu artigo anterior o que se segue e muito agradeço:
«De minha justiça digo que o dinheiro gasto em campanhas eleitorais deveria ir, isso sim, para ajudar pessoas em dificuldades.
tenho andado por aqui a tentar saber onde posso entregar as tampinhas de plástico e deparei-me com pais em dificuldades para angariar fundos para os seus filhos deficientes. Estas pessoas fazem das tripas coração para arranjar as tais tampinhas, para depois as poderem trocar por cadeiras de rodas e outras ajudas técnicas para seus filhos.
Ora o Estado deveria muito bem despender essa ajuda imprescindível, ao invés de gastar o nosso dinheiro em canetas, aventais, cachecóis, bandeirinhas e sei lá que mais, com os símbolos dos vários partidos políticos, que ninguém vai usar, e acabam no lixo. Ou seja dinheiro deitado fora. Se saísse do bolso deles então já não gastavam, não é? Então porque gastam o nosso sem o nosso aval???
Embora seja justo o teu pensamentos, peca, no entanto, por ser demasiado radical e, diga-se, anti-democrático, pois as campanhas eleitorais, são necessárias, porque mostram ás pessoas a necassidade de ouvir uns e outros e, daí, inteligentemente, tirar conclusões e, desse modo, votar conscientemente. Lembremos que o voto é a arma do povo, para lutar contra a prepotência e a injustiça cometida por uns tantos sobre imensos!
Quanto à redução dos gastos... estamos (acho que todos) de acordo!

segunda-feira, setembro 14, 2009

Eleitoralismo ou eleiçoeirismo?

Estamos em "tempo eleiçoeiro" - desculpem o erro linguístico, porque é propositado - e no grande tanque da política e dos políticos vai entrar toda a "roupa suja" deste país para lavar (devia dizer: emporcalhar, sem regras, nem escrúpulos).
Por que será que, para se angariarem votos, se perde a noção da educação, do civismo, da moral e da delicadeza devida ao nosso semelhante e se disparam imprecações desrespeitosas a torto e a direito, num fogo de artifício, sem beleza e sem razão?
Cabe a cada um de nós fazer a imprescindível selecção, separando o trigo do joio. Só que a escolha, com tanto arruído, mentiras e incongruências, se torna, por falta de tranquilidade, deveras difícil, para não dizer: (quase) impossível.
Ninguém é infalível, porque ninguém tem, em si, a verdade absoluta e, muito menos, a solução plena para os problemas e para os escolhos que entopem o nosso caminho, no andar de cada dia. Por isso, abstraiamo-nos de toda a euforia eleitoral dos partidos e dos candidatos a qualquer coisa e vivamos dignamente a nossa vida, tudo fazendo para que sejamos e façamos quem nos rodeia felizes. Depois... depois diremos, conscientemente, de "nossa" justiça!...