sexta-feira, agosto 28, 2009

Ainda Conhecimento e Imaginação

Olá Cristina,
Dizes, em comentário ao artigo anterior, que teu avô materno, apenas com a antiga 4ª Classe, foi o teu grande mestre, ensinando-te nas visitas que fazia contigo à praia, ao zoo, á estufa fria, etc. e que o que és o deves a ele.
Acrescentas ainda, que nunca "inventou" nada, talvez insinuando que naquele caso, não foi precisa imaginação para nada, bastou apenas o conhecimento adquirido nos imensos livros da vossa biblioteca que ele, tão gostosamente, lia e assimilava.
Na realidade e á primeira vista assim parece, mas a realidade é bem outra. É que o teu avô, para além de conhecedor era, sobretudo, um excelente pedagogo, pois sabia comunicar maravilhosamente.
Ora esse dom, na minha modesta opinião, é fruto sublime duma imaginação prodigiosa e estupendamente aproveitada para bem dos outros
Um professor competente e interessado está permanente a descobrir as palavras e a inventar as frases adequadas ao magnífico efeito de facilitar e tornar eficazes os ensinamentos que pretende legar aos seus discentes.
Por isso, Cristina, sem que tu o soubesses, o teu avô era e foi um grande inventor, pois inventou, com a ajuda do seu conhecimento, o método pedagógico que, definitiva e capazmente, te preparou para a vida.
Ou estarei errado?

quarta-feira, agosto 26, 2009

Conhecimento e Imaginação

« A imaginação é mais importante que o conhecimento.»(Albert Einstein)
De facto assim é!
Conheço (pelo menos) uma pessoa que sendo "um poço de conhecimento", como soa dizer-se, até ao presente e que se saiba, não realizou nada de fundamental para deixar em legado espiritual aos vindouros: nem um livro, um desenho ou sequer uma modesta teoria matemática, físico/química, filosófica, moral ou simplesmente religiosa.
É imenso saber perdido num mar de vácuo!...
Por quê? Porque lhe falta imaginação e - digo eu - atrevimento para procurar dar forma e alma a todo o saber obtido a "queimar pestanas" e a "marrar", nos livros que, avidamente, leu enquanto gastava cs "fundilhos das calças" nos bancos das bibliotecas e da Universidade em que se licenciou.
Quem não tem Imaginação e - acrecente-se - coragem para sair do B-Á: Bá, não deixará pegada inscrita neste modesto planeta em que "ainda" nos é dado viver - acho eu -, não é digno de ser louvado, porque não honra, nem faz jus ao conhecimento adquirido.
Quem diz: "não inventes nada, pois já está tudo inventado" não passa de um falho de imaginação e, pior, de um néscio!...
Não será assim?...

terça-feira, agosto 25, 2009

Ainda sobre Falhas

«"Errar é humano", e se já não se errasse então já saberíamos tudo e a vida não teria significado...afinal andamos cá para quê?»
Comentou Pandora

segunda-feira, agosto 24, 2009

Tudo falha

Máquinas são máquinas e todas falham, desde a mais simples alavanca á mais sofisticada geringonça inventada e criada pelo Homem, e não há mecanismos de restauro que as salvem, tenhamos disso plena consciência.
Assim, também é o maior e melhor computador do Mundo: o cérebro humano. Pois, também ele, regido por forças exteriores de toda a ordem, tem falhas. E que falhas, Santo Deus!?...
São as falhas dos financeiros, dos políticos, dos religiosos, dos médicos, dos doentes, dos professores, dos alunos, dos construtores, das obras e são as minhas e as tuas falhas, leitor Amigo!...
Afinal, pergunta-se: Como evitar ou atenuar essas falências? Porque não inventar e criar a infalibilidade? Simples: porque nada, nem ninguém é Deus!!!
A Vida sem falhas, por certo, não teria graça nenhuma. Perder-se-ia o sentido do humano. Não acham?

sexta-feira, agosto 21, 2009

Obras e História

Do meu cantinho, humilde, mas atento, continuo a observar o que vai pelo Mundo.
Ainda que nem tudo seja agradável (só o que é mau é que, infelizmente, é notícia), há, no entanto, uma coisa ou outra que nos satisfaz e dá alento para continuarmos vivos, confiantes e optimistas.
No meio das desgraças do Ensino em Portugal, nos últimos 25 anos, há, todavia, uma lufada de ar fresco a entrar pela janela, no que concerne à recuperação e melhoria do Parque Escolar Nacional.
Por exemplo, em Viseu, o "velho" Liceu (agora Escola Secundária Alves Martins), éstá - depois de mais de 60 anos após a sua inauguração, quase sem ver pregar um prego - a sofrer grandes obras de requalificação e ampliação, melhorando na capacidade e, como é óbvio, na possibilidade de se modernizar de acordo com um ensino mais voltado para o futuro.
Dir-me-ão que estou ser demasiado optimista ao aplaudir aquele investimento em vez de pugnar por uma outra obra feita de raíz. Pois é! E, então, a História é para lançar ao lixo?
Se tudo que tem História, em vez de ser recuperado, levar com o camartelo, para dar lugar a algo novo, acabaremos por nos tornar num país sem memórias, o que nos atirará para a desgraça da regressão e da consequente extinção.
Está tudo dito?!...