segunda-feira, agosto 03, 2009

Espalha brasas

Dizia minha avó paterna que «só os lagartos é que têm sangue frio, pois nós temos sangue vermelhinho e bem quente que quando nos calcam até espirra.»
De facto assim sucede de certo modo. Ninguém gosta de ser, de uma ou de outra forma, tocado em seus brios e vai daí, vem espadeirada física ou, meramente, verbal.
Pobre da loiça que, sem ser culpada de nada, acaba por se partir no ardor das refregas!
A mais das vezes, é necessário possuir nervos de aço para se ser capaz de " engolir sapos vivos" e, sem reacção visível, "ter poder de encaixe" para não responder aos desaforos de que somos vítimas em alguns momentos da vida.
Há quem diga que quem tem sangue frio é vencedor. Acredito que sim! Todavia, prefiro os "espalha brasas", pois deles não vem mal ao Mundo, enquanto que os outros "a pregam pela calada" e, quando menos se espera, aí vem "trolha e rolha que nos abate e machuca".
Dos "caladinhos" é que é que há que ter medo - aprendi, em criança.
Vivam, portanto, os "espalha brasas"!...

sexta-feira, julho 31, 2009

Ainda "Dizer mal"

Olá Cristina,
Sobre o tema em epigrafe, e que foi escrito no artigo abaixo, disseste, com toda aquela sinceridade de "espalha brasas" ou, à brasileira, "de quem não leva desaforo para casa" o que vai a seguir:
«Pois parece que sim, a maioria dos bloguistas gostam de dizer mal uns dos outros e os comentários assim o demonstram.
Ás vezes também digo um bocadinho mal de alguma coisa , mas só quando estou realmente irritada.»
"(...) de dizer mal uns dos outros", pois, mas isso, sendo péssimo, não é o pior, porque isso revela apenas inveja e incapacidade de fazer melhor, o grande mal está em dizer (e nalguns casos, fazer) mal para ser mau (ou mostrar que se é superior). Não existe, nesta gente malévola - afirme-se, sem rebuço - intenção de ser justo, no verdadeiro sentido da palavra, para ajudar a melhorar o que está (ou vai) mal e è por isso que tal comportamento (quase sempre) afecta o bem-estar de terceiros, além, naturalmente, do próprio maldizente, dado que ele o faz de forma gratuita e não com o objectivo de fazer pedagogia e de construir algo de (muito) bom e novo que leve a Humanidade para o Amor e para a Paz de que tanto carecemos, já que tudo, neste momento, homens, sociedades e nações se encontram em ebulição num tremendo caldeirão de interesses e ódios sem medida, nem sentido.
Melhorem-se atitudes e formas de pensamento e o Mundo rolará com suavidade, rumo ao Porvir!

quarta-feira, julho 29, 2009

Dizer mal

Ha dias, na televisão, um jornalista perguntou a alguém, para que tinha um blogue na Net e a resposta surgiu instantânea e bem incisiva: «P'ra dizer mal!»
Fiquei banzado!... Que conceito é este, Meu Deus?!...
Aprendi com a educação que recebi de meus ancestrais, com os estudos, com a análise da Vida e das coisas do Mundo, que maldizer é um dos maiores defeitos do Ser Humano.
Há uma diferença muito grande entre assinalar o que não está ou vai bem, para, de seguida, pedagogicamente, procurar remédio para o erro e o dizer mal só por dizer. Esta atitude negativa tomada apenas para nos sentirmos superiores aos outros, esquecendo-nos que, afinal, nós também erramos e somos pecadores, revela má fé e mesquinhez cultural e de espírito.
Que falta de humilde é essa que - segundo vim, depois, a saber - invade a alma de mais de 60% dos bloguistas de todo o Globo?
Ser crítico não é dizer mal só para mostrarmos que somos bons! Ser crítico e ser construtivo e humilde, no pleno intuito de melhorar o que (nos parece) não estar bem, E é, sobremaneira, ser pedagogo chamando a atenção e dando pistas para resolver ou, ao menos, melhorar as coisas neste Mundo em que o s homens e as instituições se degladiam ferozmente.
Eu sei que não mudo nada, nem ninguém, mas, pelo menos, alerto na intenção de conquistar a Paz e o Amor entre todos os Homens. É esse o dever e a função de quem, de qualquer modo, comunica.
E aqui me calo e me quedo, porque já disse bastante, para ser entendido!...

segunda-feira, julho 27, 2009

«"ver" ou não "ver" eis a questão»

Olá António,
Dizia no seu comentário, ao meu blogue, que gosta dos meus escritos e, sobretudo, da forma como encaro a vida e remata que gostava de me ver e conhecer, pois também é de Viseu, mas não tem ideia nenhuma de mim, pois daqui saiu muito jovem, além de que é 10 anos mais novo.
Tudo está certo, porque tudo é deveras humano e perfeitamente natural.
Contudo, como dizia (acho que foi) Balzac «às vezes é preferível ficarmos por aquilo que a nossa imaginação nos diz, do que pelo que a realidade nos mostra, pois, assim, não haverá decepção».
A esse propósito, recordo o caso da rádio em que nos "apaixonamos" por uma voz e imaginamos o possuidor de tal sonoridade, segundo os nossos padrões mentais e conceitos de beleza e quando, por qualquer motivo, nos vemos frente a frente com a pessoa só nos falta que o coração nos caia aos pés, varado com a desilusão que nos toma e avassala.
E o que até aí era amor e loucura, passa, de um instante para o outro, a ser um terrível sentimento de descrença em nós e nos outros.
O Ser Humano, infelizmente, amigo António, ainda julga segundo as aparências - digo, segundo a imagem que tem à sua frente e não de acordo com as ideias, os comportamentos e as obras de quem ali está para dar e receber amor e paz.
Parafraseando o autor de Romeu e Julieta, direi «"ver" oui não "ver", eis a questão!...»

sexta-feira, julho 24, 2009

Ainda "Os comentários da Cristina"

Cristina Amiga,
Em resposta ao que, abaixo, escrevi sobre a Decadência, mandaste-me o comentário que a seguir trancrevo:
«Bem, nesse caso VIVA A DECADÊNCIA saudável e feliz por se andar por aqui a deitar os problemas da vida para trás das costas e a ser criança rindo com elas e, claro, a ver filmes de bonecos também! Heehehehe!!!...»
Fiquei feliz, por teres entendido o que disse e, de certo modo, por encerrares com aquela gargalhada sonora, arrancada do fundo da alma (ou do coração), já que ela traduz a satisfação de sermos, com a "nossa criança", e fazermos os mais novos, quiçá também os mais velhos, felizes.
Eu, do alto dos meus 72 anos de vida (acho que é um posto elevado e belo), ainda gosto de ver desenhos (ou bonecos) animados, pois os considero uma bela forma de Arte e a Arte, seja qual for, é para ser vista, apreciada e aplaudida.
Por tudo isto e por quanto não disse, sejamos felizes!...