segunda-feira, julho 20, 2009

Incredulidade ou fanatismo?...

Os denominados Criacionistas não aceitam as teorias que falem em mecanismos de evolução das espécies. nem quanto á forma de ser, nem quanto ao modo de sobreviver, atribuindo a Deus toda a diversidade existente na Natureza, criada de uma só vez, no momento, descrito no Génesis, chamado da "Criação Universal".
Sendo eu, assumidamente, Evolucionista, respeito os Criacionistas, embora não comungue das suas ideias e princípios.
Vem, naturalmente, isto a propósito da comemoração da chegada do Homem à Lua, já lá vão cinquenta anos. Pois, apesar de toda a informação existente e das tecnologias dos nossos dias, ainda há quem, por questões religiosas e outras, afirme que isso não passa de uma tremenda patranha.
O que fazer, perante espíritos tão, fanaticamente, tacanhos? Poderemos fazer-lhe uma trapanação e enfiar, nos seus cérebros aquilo que não são capazes de (ou não querem) ver? Por quê, ainda, tanta ignorância e submissão religiosa e, também, política?
É melhor parar por aqui!...

sexta-feira, julho 17, 2009

Férias palavra agradável

Ir ou estar de férias é uma situação, nos tempos que correm, muitíssimo boa e agradável, pois revela que (ainda) se tem tal regalia, a qual é privilégio de quem tem emprego, o que, infeliz e lamentavelmente, não sucede com uma elevada percentagem de pessoas em Portugal e no Mundo, pois a crise económica, no âmbito do trabalho, está globalmente disseminada.
Ir ou estar de férias é não exercer, por uns dias, qualquer actividade de modo a que o organismo reponha as energias gastas ao longo de onze meses, a cumprir os mesmos gestos e acções.
Eu tinha (já não tenho, porque faleceu) um amigo - rectifico, quase irmão, fomos criados juntos - que, quando chegava esse período, nem a barba fazia, pois - dizia ele com ironia - também essa camada pilosa da face precisava de descansar do efeito de uma lâmina a rascanhar sobre a pele.
E o cérebro tem férias? Esta questão põe-se porque, sabe-se bem, mesmo a dormir, nós continuamos com essa parte corporal em actividade e mal de nós se assim não for. O que fazer, então, para pôr também a massa cinzenta de férias?
Simplesmente, dar-lhe outras actividades diferentes das habituais no dia-a-dia: ler; embrenhar-se na Natureza em saudáveis passeios de estudo; conversar com outras gentes; observar outros costumes e outras formas de ver e sentir as coisas e, sobretudo, amar (a si mesmo e aos que nos rodeiam ou, somente, se cruzam connosco) e respirar fundo absorvendo a vida que emana em torno de cada um de nós, elevando o nosso espírito para as mais altas esferas da transcendentalidade, tão esquecida na lufa-lufa do quotidiano.
Boas Férias para quem vai ou já as está a gozar!...

quarta-feira, julho 15, 2009

Cultural ou Popularucho?

Ontem levei, ao meu amigo Álmiro, mais uns poemas para serem musicados, tornando-os em marchas para concorrer a um concurso da especialidade, promovido por certo Organismo do Concelho. Depois de os ter lido, disse, simplesmente: «Tens de fazer coisas menos intelectuais, de menor nível Cultural, pois o júri, nestes últimos anos, só tem vindo a premiar o trivial, o corriqueiro.»
Olhei para ele surpreso e, também, agastado e respondi: Eu não sei! - e acrescentei de pronto: - Não sei e não quero ser (nem fazer coisas) "Pimba"! Não quero que a posteridade me acuse de, de qualquer forma, ter contribuído para a degradação cultural da minha área de inserção que o mesmo é dizer, do meu País. Se outros o fazem, o problema é deles. Eu não quero ter tais remorsos a pesarem na minha consciência, só com a mira apontada à "ganhuça", através dos Prémios.
È triste, lamentável e é frustração que entidades com peso preponderante na valorzação cultural das populações indigite, para júri, membros incapazes de separar o trigo joio.
O que dirá a História dessa gente?
Eu sou como sou e não quero que as gerações que hão-de vir atirem pedras à minha memória, por ter, voluntariamente, ajudado a destruir o valor máximo do Homem que é, tão simplesmente, enriquecer o Património Cultural de um Povo, uma Região e uma Pátria. É que - refira-se com veemência - guardar ou salvaguardar as (boas) tradições populares é uma coisa e ser popularucho e trivial é outra bem digferente! Chega ou é preciso contratar um explicador?...

segunda-feira, julho 13, 2009

A Palavra ou a falta dela?!...

Diziam os trabalhadores que prestavam serviços a meu avô materno; «O Augusto Cardoso depois de dar a sua palavra, nem que se mije, mas não volta atrás!» E foi assim, sob tal exemplo, que eu fui criado e, por isso, tantas vezes, fico chocado ao ver pessoas a negarem hoje o que disseram e fizeram ontem e, o que é bem pior, a maioria desses indivíduos têm sérias responsabilidades na vida da comunidade e, quantas vezes, da própria nação a que pertencem.
No entanto, esse meu saudoso avô também dizia - só agora o compreendo - que «só os burros é que não mudam.» Como ele era sábio, mal sabendo ler e escrever!?...
Na verdade é bem diverso ter (ou dar a) palavra que encerra acordos e contratos e mudar a linha de pensamento e, daí, o próprio modo de Ser e Estar no Mundo. Primeiro porque, felizmente, se vão quebrando dogmas e tabus que levam a preconceitos estúpidos e, cientificamente, destituídos de sentido e/ou valor ético ou moral. Segundo porque evoluir (para melhor ou para pior) é a lei normal das sociedades e da vida dos homens e da Natureza, onde estamos inseridos. As crianças pensam e comportam-se a seu um modo, mas, a todo o momento, de acordo com os conhecimentos adquiridos, logo mudam sua forma de agir e de pensar.
Obrigado Avô por me teres ensinado estes conceitos de vivência e convivência social e humana!...

sexta-feira, julho 10, 2009

A raposa e os figos

As figueiras já mostram os frutos grados e maduros e a zorra ronda por debaixo engendrando uma artimanha para chegar ao manjar e forrar a pança esticadinha de muita míngua, pois as caçadas foram escassas e de pouco sustento. Depois, há a ninhada de filhotes famintos que a aguardam de goelas bem abertas e prontas a abocanhar o que a mãe regurgitar
E a ladina raposa circunda a árvore e regouga de esforço, em cada salto dado com o objectivo de apanhar os figos das ramadas mais rasteiras. E sempre logra algum proveito.
Vêm aí eleições e os políticos já aquecem as cordas vocais na mira de enganarem os papalvos e poderem degustar, refastelados, os figos das suas impensáveis artimanhas e esforçados pinchos e complicados jogos de rins.
É hora das mentiras, das baixesas e das faltas de ética e respeito pelos outros. Vale tudo! Tudo mesmo! Há que "lavar toda a roupa suja", a nova e a velha!
É assim a política e são assim os políticos quando, gananciosamente e sem escrúpulos, têm em mira conquistar votos e/ou "alcançar um lugar-ao-Sol".
Estejamos atentos e não caiamos, como presas incautas, nas fauces dos predadores!...