sexta-feira, julho 10, 2009

A raposa e os figos

As figueiras já mostram os frutos grados e maduros e a zorra ronda por debaixo engendrando uma artimanha para chegar ao manjar e forrar a pança esticadinha de muita míngua, pois as caçadas foram escassas e de pouco sustento. Depois, há a ninhada de filhotes famintos que a aguardam de goelas bem abertas e prontas a abocanhar o que a mãe regurgitar
E a ladina raposa circunda a árvore e regouga de esforço, em cada salto dado com o objectivo de apanhar os figos das ramadas mais rasteiras. E sempre logra algum proveito.
Vêm aí eleições e os políticos já aquecem as cordas vocais na mira de enganarem os papalvos e poderem degustar, refastelados, os figos das suas impensáveis artimanhas e esforçados pinchos e complicados jogos de rins.
É hora das mentiras, das baixesas e das faltas de ética e respeito pelos outros. Vale tudo! Tudo mesmo! Há que "lavar toda a roupa suja", a nova e a velha!
É assim a política e são assim os políticos quando, gananciosamente e sem escrúpulos, têm em mira conquistar votos e/ou "alcançar um lugar-ao-Sol".
Estejamos atentos e não caiamos, como presas incautas, nas fauces dos predadores!...

quarta-feira, julho 08, 2009

Divagações sobre...

Se os burros usassem chapéu, de certeza, seria de palha e era vê-los a comerem os chapéus uns dos outros. Seria assim com os burros. Todavia com os homens as coisas são bem diferentes, já que, enquanto os jumentos não são canibais e se limitariam a devorar a palha entrançada que os cobriria, os homens vão bem mais longe, pois, lamentavelmente, com total falta de escrúpulos, há imensos que, por ganância, não têm pejo nenhum em destruir a vida do seu semelhante.
É um encadeado nada normal e muito menos natural. A Mãe Terra não destrói nada que lhe pertença. a não ser para sobreviver e restaurar o equilíbrio, quando este, por qualquer motivo, se perde. Repor a harmonia das coisas é a lei da Natureza e devia ser também a regra vital do comportamento humano.
Mas não! Para se ser rico ou superior ao outro num qualquer escalão, atropelam-se, espezinham-se e matam-se valores éticos fundamentais à harmonia secular da vida das sociedades. E vale tudo, mesmo tudo!
Não é assim! - Gritam alguns.
Vejam, de olhos bem abertos, o que, de repugnante, se passou nos Bancos de todo o Mundo e emPortugal também!...

segunda-feira, julho 06, 2009

Querer é ser feliz!

A Felicidade é fugaz, está dentro de nós, na forma como vemos e sentimos, está, portanto, nas coisas pequenas, simples e de que gostamos, por isso, há que não desperdiçar os instantes gozosos que a vida nos vai oferecendo, aproveitando-os e vivendo sem complexos e preconceitos estúpidos e desnecessários.
Nós, afinal, é que fazemos a felicidade! Para quê angustiarmo-nos, antecipadamente, com medo de coisas ou sentimentos de falhanços, que, certamente, nunca virão a acontecer? Se o Sol brilha lá fora por que não sair e gozar esse calorzinho a tocar suavemente o nosso corpo? Se a Chuva nos visita por que não saímos para sentirmos a doçura da água beijando, ternamente, a nossa face? Se o tempo está de raios e coriscos por que não nos colocamos em lugar seguro e apreciamos o soberbo espectáculo da Natureza em fúria, mas, desse modo, a regenerar-se?
O medo é bom e necessário para sobrevivermos, todavia não para justificarmos a nossa falta de força para acreditar, com sublimada convicção, que somos capazes de tudo. Todos somos, sempre e sempre, capazes de realizar e construir a nossa própria felicidade, basta que o queiramos e saibamos ver as tais "coisas pequenas, sinples e coloridas" que a Vida e o Mundo nos mostram.

sexta-feira, julho 03, 2009

Bons e maus exemplos

Há sessenta e picos anos, minha avó paterna - senhora de nenhuma letra, mas de enormíssima sabedoria - afirmava que «o mais importante não é ser pobre ou rico, burro ou doutor, leigo ou padre; o mais importante é ser e dar bom exemplo.»
Mudaram as sociedades, os conceitos e a vida, porque o tempo sempre traz evolução, seja para melhor ou seja para pior, contudo (e apesar de tudo) o aforismo de minha avó continua e, creio, continuará correcto e actual.
Eu cá mim acrescento: Quem não for ou não der bom exemplo que se encerre em seu casulo e, se não houver metamorfose, que se deixe lá estar para sempre. O Mundo lhe agradecerá.
Venha, então, a depuração anunciada pelos profetas de todos os Tempos, para que o "mafarrico" fique "amarrado por mil anos"!
Entenda quem tiver sentidos para tal, porque eu fico por aqui.

quarta-feira, julho 01, 2009

Publicidade enganosa ou ganância?...

A publicidade enganosa sempre existiu e disso não vem mal ao mundo se estivermos precavidos para tal, todavia, como a maioria das pessoas - penso eu - usa de boa-fé, os mal-intencionados usam essa artimanha para "levarem a água ao seu moinho".
Vem isto a propósito da condenação do banqueiro Mardof a 150 anos de cadeia, por, tal como a D. Branca, em Portugal e numa escala incomparavelmente mais reduzida, ter desenvolvido uma tal burla que provocou, pelo menos, um suicídio e milhentas situações de desesperada miséria, naqueles que, esperando melhorar, económicamente, suas vidas, confiaram nas suas patranhas entregando, ingenuamente, o esforço de muitos anos de dolorosas poupanças.
Entretanto, anote-se, não culpo só esses desonestos banqueiros, pois os próprios depositantes, vítimas do logro, também tiveram alguma culpa devido à ganância estouvada de ficarem, rapidamente, ainda mais ricos, não confiando em "velhas" instituições bancárias que, honestamente, não lhes prometiam "mundos e fundos" astronómicos, mas tão-somente o que a lei permitia.
Publicidade enganosa ou estupidez ambiciosa? Será só o mundo financeiro a usar este estratagema? Então e os políticos, em tempo de eleições?
Não digo mais nada. Abram-se os olhos até às orelhas!...