quarta-feira, julho 08, 2009

Divagações sobre...

Se os burros usassem chapéu, de certeza, seria de palha e era vê-los a comerem os chapéus uns dos outros. Seria assim com os burros. Todavia com os homens as coisas são bem diferentes, já que, enquanto os jumentos não são canibais e se limitariam a devorar a palha entrançada que os cobriria, os homens vão bem mais longe, pois, lamentavelmente, com total falta de escrúpulos, há imensos que, por ganância, não têm pejo nenhum em destruir a vida do seu semelhante.
É um encadeado nada normal e muito menos natural. A Mãe Terra não destrói nada que lhe pertença. a não ser para sobreviver e restaurar o equilíbrio, quando este, por qualquer motivo, se perde. Repor a harmonia das coisas é a lei da Natureza e devia ser também a regra vital do comportamento humano.
Mas não! Para se ser rico ou superior ao outro num qualquer escalão, atropelam-se, espezinham-se e matam-se valores éticos fundamentais à harmonia secular da vida das sociedades. E vale tudo, mesmo tudo!
Não é assim! - Gritam alguns.
Vejam, de olhos bem abertos, o que, de repugnante, se passou nos Bancos de todo o Mundo e emPortugal também!...

segunda-feira, julho 06, 2009

Querer é ser feliz!

A Felicidade é fugaz, está dentro de nós, na forma como vemos e sentimos, está, portanto, nas coisas pequenas, simples e de que gostamos, por isso, há que não desperdiçar os instantes gozosos que a vida nos vai oferecendo, aproveitando-os e vivendo sem complexos e preconceitos estúpidos e desnecessários.
Nós, afinal, é que fazemos a felicidade! Para quê angustiarmo-nos, antecipadamente, com medo de coisas ou sentimentos de falhanços, que, certamente, nunca virão a acontecer? Se o Sol brilha lá fora por que não sair e gozar esse calorzinho a tocar suavemente o nosso corpo? Se a Chuva nos visita por que não saímos para sentirmos a doçura da água beijando, ternamente, a nossa face? Se o tempo está de raios e coriscos por que não nos colocamos em lugar seguro e apreciamos o soberbo espectáculo da Natureza em fúria, mas, desse modo, a regenerar-se?
O medo é bom e necessário para sobrevivermos, todavia não para justificarmos a nossa falta de força para acreditar, com sublimada convicção, que somos capazes de tudo. Todos somos, sempre e sempre, capazes de realizar e construir a nossa própria felicidade, basta que o queiramos e saibamos ver as tais "coisas pequenas, sinples e coloridas" que a Vida e o Mundo nos mostram.

sexta-feira, julho 03, 2009

Bons e maus exemplos

Há sessenta e picos anos, minha avó paterna - senhora de nenhuma letra, mas de enormíssima sabedoria - afirmava que «o mais importante não é ser pobre ou rico, burro ou doutor, leigo ou padre; o mais importante é ser e dar bom exemplo.»
Mudaram as sociedades, os conceitos e a vida, porque o tempo sempre traz evolução, seja para melhor ou seja para pior, contudo (e apesar de tudo) o aforismo de minha avó continua e, creio, continuará correcto e actual.
Eu cá mim acrescento: Quem não for ou não der bom exemplo que se encerre em seu casulo e, se não houver metamorfose, que se deixe lá estar para sempre. O Mundo lhe agradecerá.
Venha, então, a depuração anunciada pelos profetas de todos os Tempos, para que o "mafarrico" fique "amarrado por mil anos"!
Entenda quem tiver sentidos para tal, porque eu fico por aqui.

quarta-feira, julho 01, 2009

Publicidade enganosa ou ganância?...

A publicidade enganosa sempre existiu e disso não vem mal ao mundo se estivermos precavidos para tal, todavia, como a maioria das pessoas - penso eu - usa de boa-fé, os mal-intencionados usam essa artimanha para "levarem a água ao seu moinho".
Vem isto a propósito da condenação do banqueiro Mardof a 150 anos de cadeia, por, tal como a D. Branca, em Portugal e numa escala incomparavelmente mais reduzida, ter desenvolvido uma tal burla que provocou, pelo menos, um suicídio e milhentas situações de desesperada miséria, naqueles que, esperando melhorar, económicamente, suas vidas, confiaram nas suas patranhas entregando, ingenuamente, o esforço de muitos anos de dolorosas poupanças.
Entretanto, anote-se, não culpo só esses desonestos banqueiros, pois os próprios depositantes, vítimas do logro, também tiveram alguma culpa devido à ganância estouvada de ficarem, rapidamente, ainda mais ricos, não confiando em "velhas" instituições bancárias que, honestamente, não lhes prometiam "mundos e fundos" astronómicos, mas tão-somente o que a lei permitia.
Publicidade enganosa ou estupidez ambiciosa? Será só o mundo financeiro a usar este estratagema? Então e os políticos, em tempo de eleições?
Não digo mais nada. Abram-se os olhos até às orelhas!...

segunda-feira, junho 29, 2009

Falta de memória ou má-fé?

Por que será que, quando não temos meios de registo à mão, as ideias (boas e más) fervilham no cérebro em cornucópia forra e, depois, quando necessitamos delas, para realizar um qualquer trabalho, não surgem, como desejávamos, causando-nos um desesperado e doentio estado de frustração?
Acontece assim, muitas vezes, a todos nós, seja qual for a actividade que desenvolvamos. Por isso, tal como o grande escritor Aquilino Ribeiro, meu avô paterno, trazia sempre consigo, num bolso do colete, uma pequenina agenda e um toquinho de lápis, para não esquecer nada do que julgava ser essencial à sua vida profissional, de feitor/administrador de casa agrícola afidalgada. E eu próprio, quando ainda jornalista em actividade, trazia comigo um mini gravador de cassetes onde colocava o que pensava ser-me útil para a execução das notícias e/ou reportagens de que estava incumbido. E não falhava e... era bom!
Infelizmente, ao que me é dado observar, hoje, com todas as modernas tecnologias, os profissionais dos meios de comunicação social, estão, constantemente, a falhar nas informações que veiculam e, então, inventam.
Será por dificuldade de memória, incompetência ou, o que é bem pior, má-fé?
Responda quem tiver paciência para se debruçar sobre este fenómeno dos nossos dias!...