sexta-feira, julho 03, 2009

Bons e maus exemplos

Há sessenta e picos anos, minha avó paterna - senhora de nenhuma letra, mas de enormíssima sabedoria - afirmava que «o mais importante não é ser pobre ou rico, burro ou doutor, leigo ou padre; o mais importante é ser e dar bom exemplo.»
Mudaram as sociedades, os conceitos e a vida, porque o tempo sempre traz evolução, seja para melhor ou seja para pior, contudo (e apesar de tudo) o aforismo de minha avó continua e, creio, continuará correcto e actual.
Eu cá mim acrescento: Quem não for ou não der bom exemplo que se encerre em seu casulo e, se não houver metamorfose, que se deixe lá estar para sempre. O Mundo lhe agradecerá.
Venha, então, a depuração anunciada pelos profetas de todos os Tempos, para que o "mafarrico" fique "amarrado por mil anos"!
Entenda quem tiver sentidos para tal, porque eu fico por aqui.

quarta-feira, julho 01, 2009

Publicidade enganosa ou ganância?...

A publicidade enganosa sempre existiu e disso não vem mal ao mundo se estivermos precavidos para tal, todavia, como a maioria das pessoas - penso eu - usa de boa-fé, os mal-intencionados usam essa artimanha para "levarem a água ao seu moinho".
Vem isto a propósito da condenação do banqueiro Mardof a 150 anos de cadeia, por, tal como a D. Branca, em Portugal e numa escala incomparavelmente mais reduzida, ter desenvolvido uma tal burla que provocou, pelo menos, um suicídio e milhentas situações de desesperada miséria, naqueles que, esperando melhorar, económicamente, suas vidas, confiaram nas suas patranhas entregando, ingenuamente, o esforço de muitos anos de dolorosas poupanças.
Entretanto, anote-se, não culpo só esses desonestos banqueiros, pois os próprios depositantes, vítimas do logro, também tiveram alguma culpa devido à ganância estouvada de ficarem, rapidamente, ainda mais ricos, não confiando em "velhas" instituições bancárias que, honestamente, não lhes prometiam "mundos e fundos" astronómicos, mas tão-somente o que a lei permitia.
Publicidade enganosa ou estupidez ambiciosa? Será só o mundo financeiro a usar este estratagema? Então e os políticos, em tempo de eleições?
Não digo mais nada. Abram-se os olhos até às orelhas!...

segunda-feira, junho 29, 2009

Falta de memória ou má-fé?

Por que será que, quando não temos meios de registo à mão, as ideias (boas e más) fervilham no cérebro em cornucópia forra e, depois, quando necessitamos delas, para realizar um qualquer trabalho, não surgem, como desejávamos, causando-nos um desesperado e doentio estado de frustração?
Acontece assim, muitas vezes, a todos nós, seja qual for a actividade que desenvolvamos. Por isso, tal como o grande escritor Aquilino Ribeiro, meu avô paterno, trazia sempre consigo, num bolso do colete, uma pequenina agenda e um toquinho de lápis, para não esquecer nada do que julgava ser essencial à sua vida profissional, de feitor/administrador de casa agrícola afidalgada. E eu próprio, quando ainda jornalista em actividade, trazia comigo um mini gravador de cassetes onde colocava o que pensava ser-me útil para a execução das notícias e/ou reportagens de que estava incumbido. E não falhava e... era bom!
Infelizmente, ao que me é dado observar, hoje, com todas as modernas tecnologias, os profissionais dos meios de comunicação social, estão, constantemente, a falhar nas informações que veiculam e, então, inventam.
Será por dificuldade de memória, incompetência ou, o que é bem pior, má-fé?
Responda quem tiver paciência para se debruçar sobre este fenómeno dos nossos dias!...

sexta-feira, junho 26, 2009

Outra vez "Amizade e necessidade".

Olá Amiga Cristina,
Ao receber o teu comentário, confesso toda a minha satisfação, pois, contra o que é habitual da tua parte, andavas, há um tempo, "sem dares cor de ti". Finalmente apareceste e, ao que depreendo, em boa forma física e, pelo que se vê no teu texto, também mental. Dizias tu no comentário ao artigo em epigrafe:
«Devo dizer e confessar que venho aqui ao teu cantinho muitas mais vezes do que aqueles em que te deixo comentários. Umas vezes porque falas de assuntos nos quais não me integro, e por isso, é melhor ficar calada do que dizer asneira. Outras ainda porque ando sempre a correr e fico sem tempo para escrever algo. Mas a amizade é, na realidade, muitas vezes mascarada por oportunismos dos muitos que se servem dela (amizade) a seu belo-prazer e, depois, numa ingratidão sem nome, desaparecem porque já não somos precisos. È triste mas real!»
Que hei-de (eu) dissertar mais sobre a matéria? A tua afirmação é uma verdade grossa como punhos cerrados de assentimento e - diga-se sem qualquer pejo - revolta por tão injusto e despiedado procedimento.

quarta-feira, junho 24, 2009

Descuido ou ingratidão?

Na noite "Sanjoanina", decorreu, no Teatro Viriato, em Viseu, a Gala de Entrega de Prémios da Revista "Anim'arte" e, espanto meu(sempre sou muito ingénuo!...), dentre os nomes dos galardoados, surgiu, como homenagem póstuma, o do meu Amigo Manuel Alves ou "Alvess", como assinava lá por terras de França, onde faleceu há bem pouco tempo.
Até aqui tudo bem e muito bem. Mas, por mal dos meus pecados, (cada vez estou a ficar mais rabugento... é da velhice, deixem lá!...), quem não conheceu ou privou com o Artista ficou sem saber quem foi e qual o mérito do homenageado, pois ao contrário de um outro galardoado (também) a título póstumo, não houve sequer uma única palavra ou uma, simples, nota explicativa feita ou escrita por alguém que o tivesse conhecido.
- Manuel, tu não mereces isso e muito menos que gente da "tua Terra" te queira ignorar e te trate de tal forma!... Ou será que não mereces ser conhecido pelos que vieram depois de emigrares para outras aragens intelectuais, culturais e artísticas e, sobretudo, pelos vindouros?...
Parafraseando Cristo, na hora derradeira, apetece-me gritar: «Perdoa-lhes Pá, que não sabem o que fazem!...»