quarta-feira, junho 17, 2009

Haja Paz e não refugiados

Já todos nós, de uma ou de outra maneira, passamos por situações de medo e sofremos bastante com isso. Imagine-se aqueles milhões de pessoas que, por esse Mundo de Cristo, se vêem na necessidade de serem refugiados para escaparem, e consigo os que mais amam, aos horrores das guerras, e dos acidentes naturais.
É - penso eu - uma situação, dramática e traumática, que ninguém deseja, mas, todavia, de que ninguém está livre. Podem dizer que esta é uma "verdade do Senhor de La Palisse". Pois será. Não o contesto. Contudo, e apesar de tudo, quase nunca nos lembramos que também nós, por isto ou por aquilo, poderemos, também, vir a ter o "estatuto de refugiado" e a viver essa horrível tragédia de andarmos à deriva, sem "eira, nem beira", em busca de segurança, sossego e... alguma vezes, de pão.
Era (é) preciso ponderar um pouco mais sobre este assunto, não só para evitarmos novas tragédias à humanidade, mas, de forma vincadamente consciente, ao menos, gritarmos a nossa revolta por haverem refugiados de guerra e, do modo que nos for acessível, construirmos a Paz de que o Planeta tanto carece.

segunda-feira, junho 15, 2009

Pensando na Paz para o Mundo

Pedi, ó Gente, a Santo António que interceda ao seu Amiguinho Menino Jesus, para que dê Paz ao Mundo e o santo, que é "patrono das coisas perdidas", tudo fará para que o Senhor nos conceda esse precioso bem, há tanto perdido.
Pensando assim, é-nos lícito pedir ao Taumaturgo António de Lisboa (de Pádua, do Mundo ou de onde cada qual quiser que ele seja), para que se ache a Paz, tão frágil, no Próximo, Médio e Extremo Oriente e, de certo modo, em Àfrica, América e Oceania.
O Irão dos Ayatolas, mormente ( e talvez por isso) as recentes eleições, encontra-se, em situação política, muito confusa e, se calhar, à beira de uma guerra civil. Israel, fingindo-se aberto e propício a um terminar de hostilidades, acaba por "arreganhar os dentes" aos vizinhos palestinianos que, afinal e também, têm direito a existir como Povo e como Estado livre e soberano.
No Extremo Oriente as duas Coreias "mostram as garras" uma à outra..Em África é o que se vê, com guerras tribais e de nação contra nação, e, sem sermos pessimistas, por aí diante, num rol vasto e lamentável.
Valha-nos Santo António, para que se ache a Paz perdida!...

sexta-feira, junho 12, 2009

Apelo aos Santos Populares

Entramos, hoje, na chamada época dos "Santos Populares" sendo que Santo António é o primeiro, depois vem o S. João e, por fim, o S. Pedro que, em Portugal, dizem, vem limpar as remelas do Céu, querendo dizer que, a partir dessa data, deixam de haver nuvens no Céu e que, efectivamente, estamos em pleno Verão.
Seria assim no passado, mas agora, pela ganãncia dos homens, muito especialmente dos que mandam, que, para encherem rapidamente as algibeiras, perderam escrúpulos e sentido de moral e, vai daí, têm vindo a degradar a Natureza, com explorações, desenfreadas e insustentadas, de madeira e de minerais e, o que é muito mau, com indústrias altamente poluidoras da atmosfera.
E o alerta, feito com sentido publicitário, de que «a Terra é a nossa casa e só há uma Terra», não tem resultado como devia e é desejável. Rasgam-se acordos (de Quioto e do Brasil) e, por mor do "Deus Dinheiro", o triste e pobre Planeta Azul - um encanto para os olhos - não tarda nada estará cinzento, seco, feio e sem vida como a sua filha Lua que, no espaço, deixará de estar apaixonada pelos casalinhos amorosos que Santo António abençoa, porque, natural e obviamente, não haverão românticos pares de namorados a beijarem-se pelos bosques, e porque, também, não haverão bosques frondosos, nem, logicamente, humanidade.
- Ó Santos Populares, metei juízo na cabeça dos Homens e, aproveitando as folias, em vossa honra e veneração, fazem com que toda a Humanidade desperte, de vez, e mude de atitude criando hábitos que salvem easte Globo em que, ainda, nos é dado estar!
Amen!

quarta-feira, junho 10, 2009

Congeminações em Dia de Portugal

«... Ditosa Pátria que tais filhos teve!...» - Afirmou Luís Vaz de Camões, n' "Os Lusíadas".
É uma verdade incontestável e pesada como chumbo. O poderoso verso do grande épico português, de tão simples, chega a causar arrepios e... também, dor.
É que, infelizmente, os sublimes filhos da "ditosa Pátria" (ou Mátria, como disse a saudosa Natália Correia), na grande maioria dos casos, não são, devida e justamente, reconhecidos.
Por quê?
Porque a uns é-lhe negado, por razões meramente económicas e ideológicas, a possibilidade de poderem brilhar. A outros, por inveja dos menos dotados, mas bem instalados na sociedade (com poder e meios à disposição), é-lhes feita sistemática barragem às suas ideias, vontades e obras.
E assim, uns e outros, acabam por cair, inexoravelmente, num medonho, vil e acabrunhante anonimato que deveria envergonhar quem para lá os atira.
Os laureados são uma gota de água no oceano em que estão submersos os esquecidos e anónimos duma Pátria já com nove séculos de História, construída, precisamente (e sobretudo), com (e graças) a eles!...
Deste modo, talvez por ser poeta, eu direi, sem preocupações de métrica e de rima: Ditosa Pátria que tantos Filhos Anónimos tem!...

segunda-feira, junho 08, 2009

Tradição., religião, fanatismo ou quê?

Meu avô e minha avó paternos, eram saudados, todas as manhãs pelo filhos e pelos netos com: «a sua bênção!...» Ao que respondiam, pousando uma mão sobre as nossas cabeças e aceitando, depois, um beijo : «Que Deus te abençoe e te faça um santo!»
Sessenta e quatro anos depois (tenho 72) dou comigo a pensar: Mas quem eram meus avós paternos, para se arrogarem com direito de abençoar ou maldizer seja quem ou o que fosse, mesmo remetendo para Deus esse sublime encargo?
Por outro lado, meus avós maternos, pessoas também muito religiosas, não usavam, nem incutiam nos seus familiares, tal tipo de saudação que era, naturalmente, substituída por um carinhoso e muito afectuoso beijo, acompanhado, a mais das vezes, por um, muito doce e terno, afago na face.
Não estou a dizer que fosse má a primeira saudação. O que - creio eu - me é lícito perguntar é por quê tal diferença no saudar?
Talvez porque os primeiros praticavam uma religião demasiado arreigada a rígidos princípios de subserviência clerical, enquanto os segundos pisavam (e ensinaram-me) a senda da Fé pelo raciocínio, pela busca de Deus sem peias e/ou dogmas a entravarem o nosso encontro com a espiritualidade, numa ascenção permanente e constante à perfeição e à transcendência universal, como forma humanamente credível de alcançar a prometida Vida Eterna de que Cristo tanto nos falou.
De que lado está a verdade? Da Fé cegamente fanática ou da Crença religiosa alcançada através do estudo, da análise e da ponderação?
Quem souber que o diga, se para tanto tiver conhecimento!...