quarta-feira, maio 27, 2009

Sinceridade

Olá Cristina,
Nos dias que correm, é mais fácil "encontrar uma agulha num palheiro" do que vogar ao sabor da sinceridade, porque a verdade, muitas vezes dói. Oh! se dói!...
Ser sincero, para mim, é a virtude que mais procuro cultivar nos canteiros do meu Jardim Encantado dos Sentimentos e das Emoções. Talvez por isso eu tenha nascido poeta - fraco, é certo, mas, ainda assim, sempre poeta - ou como, muito carinhosamente, diz o meu amigo Rogério Rebelo, no seu sotaque de português há longos anos a viver no Rio de Janeiro, "poeteiro". Ele diz isso, exactamente, talvez porque, conjuntamente com sua esposa Neide (brasileira de quatro costados) me amam e amam os meus versos que me saem carregados dessa tal coisa (bela) a que chamamos sinceridade.
A propósito do que acabo de afirmar, é meu dever, com "sinceridade", saudar todos os portugueses que, por "Terras de Vera Cruz" e por esse Mundo além, labutam e, também, lêem o que aqui vou escrevendo.
Não são "grandes" mensagens, políticamente correectas, mas são, creiam, algo cheio de sinceridade que vai brotando de mim, numa busca incessante do Amor e da Paz de que todos tanto carecemos.

segunda-feira, maio 25, 2009

Desemprego

Fala-se muito (com verdade) de desemprego e seu aumento. Ainda que não sejamos expertos em tal matéria, qualquer um, sem grande esforço, já se apercebeu, com toda a naturalidade, que o fenómeno, se tem vindo a agravar, em todo o Mundo, desde os feados da década de oitenta do século passado.
Por quê?
A resposta parece simples se dissermos que isso se deve, de certo modo, ao evoluir das novas tecnologias, mas, na realidade, a coisa é bem mais complexa. já que implica as variantes demográficas das sociedades humanas e o comportamento das nações, com governos desatentos às mudanças sociais e, por isso, deixando "correr o barco", sem tomarem as devidas precauções e proporcionando ao grande capitalismo a exploração desenfreada dos recursos naturais e humanos em seu próprio proveito.
Eles (os grandes capitalistas dos bancos, das empresas e das bolsas) estão bem, apesar de terem sofrido, também, algumas perdas. O pior é o "Zé" que geme e aperta o cinto angustiado sem saber onde ir buscar o dinheiro para "a bucha", para si e para os seus.
Soluções quem as tiver que o diga, sem receio, nem reserva, porque está em causa o bem-estar de milhões - digo: biliões - de Seres humanos. Eu entretanto, me quedo por aqui!...

sábado, maio 23, 2009

Falando de uma Exposição

Olá Amigos!
Voltei! Voltei, finalmente! Depois de uma longa espera a que a P.T. me obrigou, cá estou de novo. Perdoem-me a ausência forçada a que fui alheio, mas, neste país, os "Serviços oficiais e/ou oficializados ainda não são tão ágeis quanto deviam. E... por isso, há quem se queixe , justificadamente, de falta de produtividade...
Durante o periodo em que estive sem Net, decorreu, no átrio do Auditório Mirita Casimiro, em Viseu, uma Exposição de Artes Plásticas que tive o duplo e imenso gosto de visitar.
Digo duplo, primeiro porque se tratava de uma mostra de trabalhos de uma (muito) especial, assídua, leitora, comentarista e Amiga deste meu modesto blogue; segundo, porque os quadros expostos, desenhados - notoriamente -, ao correr da pena, revelam uma alma sensível e paciente de verdadeira Artista (este A maiúsculo justifica-se plenamente).
A Exposição da Cristina Costa Amorim (a "nossa" muito querida Pandora), pode não ter sido um êxito económico para a expositora, pois o público visiense - digo-o por experiência própria - não é expansivo e não acorre em massa (como deveria) a apreciar e a adquirir (os que para tal têm poder financeiro), com gosto e não menor prazer, o que os filhos da Terra, carinbhosamente, produzem e mostram, mas foi, creiam, (ao menos segundo o meu conceito), uma manifestação de grande beleza e Arte.
A Cristina, de uma forma carregada de ternura e mil afectos, tece, qual persistente e paciente iluminista medieval, com o bico da sua pena, maravilhas em renda que bem dignas serism de qualquer brocado real e que nos encantam e inebriam nas voltas de cada traço e de cada laçada de sonho criado e vivido, áqueles que têm o sublime privilégio de as observar e, sobretudo, entender.
A exposição revbelou-me, para além do mais, toda a feminilidade sonhadora de uma mulher que, expressando-se com tanta delicadeza e requinte, quer estar presente no mundo de nossos dias, em que tudo se enleia e desenvolve numa perpetuidade serena de vida e busca de Amor e Paz.
Paraqbéns Cristina/Amiga, por nos teres dado tanto prazer e tanta tranquilidade espiritual com a tua Arte de mulher e, digs-se, de mãe extremosa, ansiosa de alcansar, para ti e para aqueles que muito amas, um Tempo melhor, porque fraterno e, também, mais solidário.

terça-feira, maio 05, 2009

Aos meus Amigos e Leitores assíduos...

Olá Amigos, o meu muito saudar com amizade e carinho.
A vida, a cada passo, faz-nos trilhar novos rumos, tomar novas formas de estar e, naturalmente, a transitarmos de um para outro ninho. Comigo, neste instante, sucede isso mesmo, estou, também, a deixar um ninho para seguir para outro, creio, mais confortável e mais concernente com as necessidades do meu actual agregado familiar.
Mudar de poiso é alterar hábitos e rotinas, mas é, de certo modo, criar novos horizontes e encontrar novos interesses e, daí, novas dinâmicas quotidianas. há, obviamente, contratempos a superar, como por exemplo, ter de ficar, por cerca de uma semana ou um pouco mais, sem ter acesso à Internet e, por isso, não poder alimentar este blogue e receber e enviar e-mails. Contudo, sei que, não perderei leitores e, sobretudo, amigos, já que a compreensão é coisa que em vós abunda e, assim, quando retornar (espero muitríssimo breve), tenho a certeza, todos vós, meus queridos Amigos estarão, ansiosamente, à minha espera de braços abertos para aceitarem o abraço e o beijo de muita amizade que, então, vos entregarei com sinceridade e todo o amor do meu pobre e velho coração.
Até breve, muito breve!!!

sexta-feira, maio 01, 2009

Tudo muda

Há mais de cento e cinquenta anos, no dia de hoje (1.º de Maio), os operários de Filadélfia lutavam pelo Direito ao Descanso, reivindicando 8 horas de trabalho diário e não, como sucedia, de Sol a Sol o que correspondia a doze/catorze horas de actividade laboral em cada 24 horas.
Agora, em todo o Mundo, "suspira-se" ( à falta de melhor), por vários modos, pelo Direito ao Trabalho, devido ao elevado índice de desemprego que afecta, preocupante e perigosamente, todas as nações e todos os povos.
Já Camões dizia: «... mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...»
Mas - penso e pergunto eu - por quê esta volta de 180 graus na área do trabalho? Pelos avanços, demasiado rápidos, da tecnologia? Pelo aumento demográfico? Pelas más políticas dos poderosos? Pela ganância exacerbada dos banqueiros e, afinal, de todo o patronato? Ou por um pouco (ou um muito) de tudo isto?
Estas questões talvez não importem, pois o mais importante, de momento, é, sem sombra de dúvida: como solucionar o problema criando postos de trabalho, para que todos possam, efectivamente, na medida do possível, ter a garantia do "pão-nosso de cada dia" e assim serem felies?
Eu - infelizmente - não sei! Quem souber e puder que o diga e o faça!...