terça-feira, maio 05, 2009

Aos meus Amigos e Leitores assíduos...

Olá Amigos, o meu muito saudar com amizade e carinho.
A vida, a cada passo, faz-nos trilhar novos rumos, tomar novas formas de estar e, naturalmente, a transitarmos de um para outro ninho. Comigo, neste instante, sucede isso mesmo, estou, também, a deixar um ninho para seguir para outro, creio, mais confortável e mais concernente com as necessidades do meu actual agregado familiar.
Mudar de poiso é alterar hábitos e rotinas, mas é, de certo modo, criar novos horizontes e encontrar novos interesses e, daí, novas dinâmicas quotidianas. há, obviamente, contratempos a superar, como por exemplo, ter de ficar, por cerca de uma semana ou um pouco mais, sem ter acesso à Internet e, por isso, não poder alimentar este blogue e receber e enviar e-mails. Contudo, sei que, não perderei leitores e, sobretudo, amigos, já que a compreensão é coisa que em vós abunda e, assim, quando retornar (espero muitríssimo breve), tenho a certeza, todos vós, meus queridos Amigos estarão, ansiosamente, à minha espera de braços abertos para aceitarem o abraço e o beijo de muita amizade que, então, vos entregarei com sinceridade e todo o amor do meu pobre e velho coração.
Até breve, muito breve!!!

sexta-feira, maio 01, 2009

Tudo muda

Há mais de cento e cinquenta anos, no dia de hoje (1.º de Maio), os operários de Filadélfia lutavam pelo Direito ao Descanso, reivindicando 8 horas de trabalho diário e não, como sucedia, de Sol a Sol o que correspondia a doze/catorze horas de actividade laboral em cada 24 horas.
Agora, em todo o Mundo, "suspira-se" ( à falta de melhor), por vários modos, pelo Direito ao Trabalho, devido ao elevado índice de desemprego que afecta, preocupante e perigosamente, todas as nações e todos os povos.
Já Camões dizia: «... mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...»
Mas - penso e pergunto eu - por quê esta volta de 180 graus na área do trabalho? Pelos avanços, demasiado rápidos, da tecnologia? Pelo aumento demográfico? Pelas más políticas dos poderosos? Pela ganância exacerbada dos banqueiros e, afinal, de todo o patronato? Ou por um pouco (ou um muito) de tudo isto?
Estas questões talvez não importem, pois o mais importante, de momento, é, sem sombra de dúvida: como solucionar o problema criando postos de trabalho, para que todos possam, efectivamente, na medida do possível, ter a garantia do "pão-nosso de cada dia" e assim serem felies?
Eu - infelizmente - não sei! Quem souber e puder que o diga e o faça!...

quarta-feira, abril 29, 2009

A crise e nós

A preocupação actual dos responsáveis pelos poderes no mundo está, fortemente, orientada para as questões da economia, numa tentativa de resolução urgente do estado de crise em que todos, de um modo ou de outro, estamos envolvidos.
E isso é bom. Muito bom mesmo. Mas, tenhamos consciência, não é tudo!...
A crise não é somente económica. Ela tem, a montante, factores bem mais relevantes do que a simples questão financeira. A origem de tudo esteve na falta de ética e de moral de uns tantos intervenientes que, por falta de escrúpulos e ávidos de riqueza fácil e rápida, acabaram por atirar o Mundo para um abismo que não desejamos e, se calhar, não merecemos.
Descuraram-se (espezinharam-se) valores e princípios morais, sociais e humanos de antanho. Quebraram-se regras de boa convivência entre semelhantes. Lançaram-se ao lixo normas de salvaguarda da Natureza. Menosprezaram-se os ensinamentos dos grandes Mestres do passado, quanto à defesa deste Planeta que é, ainda, a nossa "única" casa. Queimaram-se ( queimam-se) florestas.
E então? Então comece-se por aí! Havendo pão e água em abundância e qualidade - eu vos asseguro -, através do trabalho feito com persistência e produtividade, veremos a maldita "crise" chegar ao fim e, assim, voltará a haver emprego e meios de alcançar a igualdade entre os homens de bem consigo mesmos e com o seu semelhante, e haverá Paz e Amor, como preconizam as profecias.
Tudo depende de nós - homens de boa fé e boa vontade!...

segunda-feira, abril 27, 2009

A Política e as expressões populares

"Andar em bolandas" é - segundo a asserção popular - trazer as coisas desordenadas ou, por outro lado, andar de um lado para outro, sem se saber muito bem o caminho a seguir. É andar - como também diz o povo - de "Herodes para Pilatos", pois, ninguém tem coragem e ombridade para assumir a sua responsabilidade. Todos querem é "ficar com cara de bonzinho", "sacudindo a água do seu capote".
Estas frases feitas com que acordei esta manhã, fazem-me lembrar a política e os políticos. Fazem e dizem coisas e depois vem dizer que não era aquilo o que pretendiam dizer mas...
As reticências aqui deixam margem para muitas interpretações, mas todas essas maneiras de ver as coisas e as acções não passam de uma esfarrapada justificação para males que jamais deveriam ter acontecido.
A Política (ao que se vê), infelizmente, torna os seus principais agentes em indivíduos perdidos e confusos no turbilhão dos problemas que a sociedade e a vida proporcionam no dia-a-dia. Já não há (parece) quem, com dignidade e honra, "empenhe as suas próprias barbas", certo do compromisso assumido ao povo que o elegeu e ao Superior que nele confiou.
Vêm aí eleições e há que ser responsável ao riscar o papelinho com uma cruzinha!...
E por aqui me fico!

quinta-feira, abril 23, 2009

Vem aí o 25 de Abril III

Este sábado comemora-se a gesta corajosa dos Capitães de Abril. Para muitos, poderá ser, simplesmente, mais uma data. Mas para quem viveu e sofreu as consequências dolorosas de uma ditadura militar, sob a batuta implacável do "Homem das botas", esse momento da nossa História recente, não pode, de modo algum, ser olvidado.
Então - recordo-me muito bem - era jornalista do Diário de Notícias e às 4 ou 5 da manhã (ja não me recordo com precisão), recebo, da redacção, um telefonema com ordem para me deslocar ao Regimento de Infantaria 14, em Viseu, afim de obter informações sobre o que se estaria a passar.
Cumpri a ordem e fiquei a saber que os bravos Infantes de Viseu, tinham abalado rumo Lisboa, tendo em vista auxiliar outras Unidades num golpe para derrubar o fascismo vigente neste «país à beira mar plantado». Confesso que senti uma alegria indescritível, mas, ao mesmo tempo, medo. Medo que o golpe falhasse e medo por mim, pois me estava a expor demasiado, querendo desvendar o mistério, no caso de insucesso daquela acção militar.
É por tudo isso que eu - trinta e cinco anos depois - grito: "25 de ABRIL" SEMPRE!!!