sexta-feira, abril 17, 2009

Democracia em risco?!...

«Abril - águas mil,, queima o carro e o carril e aquilo que ficou ainda o Maio o queimou.» esta velha asserção popular portuguesa traduz bem o que está a acontecer, no presente mês, aqui pelas Beiras.Pretendiam, os nossos ancestrais, dizer com esta máxima ou provérbio, que num passado não muito distante, o mês corrente era bastante chuvoso e frio e que esse frio se prolongava até ao mês seguinte.
Assim sendo, não sei porque se queixam as pessoas - muito especialmente os agricultores - de que, por via do tempo, estão a atrasar a "sementeira" da batata e que muitos dos agros foram queimados pela "aragem gélida" que se tem feito sentir.
Não tarda - direi eu - estão aí a pedir subsídios para os prejuízos e a fazer manifestações...
Quão pacientes e tolerantes, com a meteorologia, eram os nossos queridos avós!... Tudo sofriam "de bico calado"!... Quantas vezes passando fome e outros males!...
E ainda há quem afirme que não existe democracia no nosso país! O podermo-nos manifestar, com ou sem razão, é bem uma realidade da existência da liberdade democrática, tenhamos disso plena consciência. No entanto, com a presente crise económica e social que atravessamos, esse precioso bem pode estar em risco e há que estar atentos para, a todo o custo, evitarmos tal desgraça.
E por aqui me fico, lembrando que o 25 de Abril está à porta e que urge comemorá-lo om toda a dignidade que essa data bem merece!

terça-feira, abril 14, 2009

Burrice minha ou erro religioso?...

Ontem, segunda-feira de Páscoa, estive numa aldeia a 14 Km a ocidente de Viseu, e assisti ao chamado "Compasso" ou vista da cruz de casa em casa, anunciando a ressurreição de Jesus, após a sua paixão e morte e... mais uma vez, surgiu-me a pergunta:
Se Cristo ressuscitou e se se pretende anunciar esse facto sublime, então por que se leva Jesus numa Cruz enfeitada de flores, em vez de uma imagem do Cristo Redentor, de braços bem abertos, em atitude de quem lança, ao vento, um imenso abraço à toda a Humanidade?
A Cruz é um instrumento de morte e o crucificado é a expressão da dor e da tragédia. A Ressurreição é a dimanação da Vida e da alegria, por isso - torno a demandar: - Por quê a Cruz e o seu Crucificado? Haverá alguma explicação racional e lógica para tamanha incoerência religiosa?
Eu, na minha ignorante humildade de homem que quer conhecer a verdade (será que existe?), não encontro explicação, e muito menos justificação plausível que satisfaça o meu discernir de pensador anti-dogmas.
Não se rale! Talvez eu continue, neste princípio da Era de Aquário (Era da Inteligência e da nova Espiritualidade) a ser o burro de sempre!
Se assim não for e eu não tiver qualquer razão, por favor, digam-mo. Eu quero aprender para deixar de ser assim tão burro!...

sábado, abril 11, 2009

Política e politiquice

Um dia destes estive em Lisboa, onde já não ia desde 1999, mas não me surpreendi, tudo, ou quase tudo, está na mesma. O que quer dizer que não é só na "Província" que as coisas se movem devagar, excepção (claro!) para os períodos eleitorais, em que quem "está no poleiro" se afadiga em fazer avançar obras, ou tomar medidas, que agradem aos cidadãos e os leve a pôr a cruzinha onde convém a esses detentores do poder .
Afinal, "2estar na mó de cima" (ao que parece) è bom! Ninguém, depois de lá estar, quer perder "o tacho" e, por isso, luta para o manter ao lume. É, de certeza, porque há vantagem! Económica, de conveniência social?
Não sei! Nunca quis ser político!
«O que está à vista escusa candeia!» Por isso, não digo mais nada!
Para todos, daqui faço votos que tenham uma Santa e Feliz Páscoa!

quarta-feira, abril 08, 2009

Coisas dos Tempos

«In illo tempore» (naquele tempo) é a frase de alguns textos dos evangelhos, especialmente os de Mateus. Meu avô paterno tinha por hábito também dizer «naquele tempo» para se referir a qualquer facto da sua meninice ou juventude e eu, por isso, cuidava, na minha ingenuidade de menino a começar a ler, que o meu querido avô tinha mais de dois mil anos, pois só no Livro Sagrado encontrara tal expressão.
Hoje a vida é tão célere e os meninos têm tão pouco conmtacto com os avós que, quando crescerem, não terão, por certo, lembranças (saudáveis) do convívio com os pais dos seus pais como eu tenho e que são importantes, porque cimentam laços de pe rpétua amizade, os quais nos identificam e marcam as gerações.
Agora os "velhos" vão para os lares ou vivem a centenas de quilómetros dos seus descendentes o que faz com que se vejam de crés a crés pelo que não existe, como num passado não muito distante, o enlear desses laços de convivência e amizade que identificam e qualificam o Ser Humano.
E daí? - perguntar-me-ão.
Não sei! Cada um tire as ilacões ou conclusões que sua formação lhe inspirar.

sexta-feira, abril 03, 2009

A propósito de preservatrivo e religiâo

Olá Cristina,
Disseste:
«Nunca concordei com a Igreja a propósito deste assunto. Não só pelas doenças graves que se podem apanhar, mas também pela quantidade de filhos, por casal, que iriam continuar a surgir indefinidamente.
O mundo está a abarrotar de homens. E a comida está a ser cada vez menos para tanta gente,. se nos continuarmos a reproduzir desta maneira, não tarda, teremos um fim bastante mau. A água potável está em vias de acabar e cada um de nós precisa de muita por dia, se houver mais população mundial, como faremos?
O Papa, não deveria dizer o que disse sem, no entanto, pensar nas consequências. Deus deu-nos oportunidade para nos resguardarmos através de uma boa invenção, porque, com certeza, achava e acha bem que a utilizemos.
Em África, cada mulher tem quase tantos filhos, como tinha à 40 anos atrás. Se não usarem os preservativos, vão continuar a difundir essas doenças a todos os filhos que tiverem e acabará por ser o caos.
Espero bem que o nosso Bispo não arranje problemas por contestar a opinião Papal.»
Cristina, A,miga, muito agradeço a amabilidade do comentário, muito embora pense que o preservativo é muito mais importante, neste momento, como meio de evitar doenças de grande contágio sexual, pois, como contraceptivo, podem ser usados outros métodos.