quarta-feira, fevereiro 18, 2009

As cantigas que enchem o Mundo...

Cantava minha avó materna: «o Mundo é uma bola | que rebola | e desconsola, com tanto amargor | desfavor | e desamor ! a causar dor!»
De facto, lembrando-me da sua sabedoria e olhando a actualidade, acho que a razão estava do lado dela. O momento que atravessamos não é só de crise, pelo falhanço dos sistemas económicos e governativos, mas, sobretudo, pela falta de escrúpulos de alguns políticos e de muitos banqueiros que, por esse Mundo fora, ambicionaram atingir, rapidamente, a riqueza, sem olharem a quê ou a como. O importante era encher os bolsos, sem olhar à(s) dor(es) que poderiam ou iriam causar às pessoas.
Morreu a Ética, a Moral e o Sentido do bem dos outros e das comunidades, em geral?
Creio que não! Mas, agora, por deformação social, desconfio das promessas e... nalguns casos, das intenções por mais bonita que seja a forma como são apresentadas.
Não é, de forma alguma, descrença aberrante, é, sim, o "estar de pé atrás" para com todas as loas que por aí se cantem.
«Gato escaldado de água fria tem medo!...»

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Ainda a Culpa é...

Olá Cristina e muito obrigado pelo comentário que a seguir transcrevo:
«Olá meu amigo.
O povo nunca está satisfeito com nada.
Se chove, é porque chove e as colheitas se perdem , a roupa não seca e é chato!
Se não chove, o tempo anda demasiado seco e as colheitas não vão avante, não vai haver água nas barragens no Verão e vamos passar sede!
Assim ninguém se entende, mas como quem manda não somos nós mas a nossa mãe Natureza, então há que nos precavermos, e se for caso disso, os grandes agricultores fazerem os seus seguros, para que depois não andem aí, a pedir ao governo (a nós) o dinheiro para cobrir as despesas.
Se calhar estou mal informada , e a dizer coisas sem nexo, mas é o que penso.»
Parece, minha Amiga, que, afinal, o problema não está no seguro, mas na careza dele. E então é melhor não o fazer.
«È preso por ter cão e preso poor o não ter...» - Diz o povo e bem.


sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Congeminações eleitorais de futuro próximo

Acho que todos sabemos o quanto é difícil, neste momento, governar seja o que for. Todavia, mesmo perante tantas restrições, ainda há quem se encarnice para se candidatar à Presidência de uma qualquer Câmara Municipal deste (à rasquinha) país de ilusões tão palpáveis e dolorosas.
E, embora faltem alguns meses para tal evento, já existem candidatos a fazer campanha nos Orgãos de Comunicação Social, através de entrevistas e/ou conferências e debates públicos televisionados.
Isso - penso eu - revela que, adinal, Camões tinha razão ao suspirar: «ó glória de mandar, ò vã cobiça...»
Ou será - como muita gente pensa - que o importante é obter (como no passado de má memória) um "tacho" que dê prestígio e outras coisas bem mais materiais?
Estas, lamentáveis, congeminações não são, naturalmente, destituídas de fundamento, pois se baseiam numa triste e por demais visível realidade.
Quando há uma profunda crise instalada e quando o futuro se antevê nada propício a exageros, uma questão fica no ar: Como vão ser as próximas campanhas eleitorais? Serão de contenção nos gastos?
Como dirá um cego bem humurado, «vamos a ver!...»

terça-feira, fevereiro 10, 2009

A Culpa é...

O ano, como todos sabemos, tem estado chuvoso, frio e, em alguns pontos do país, também um tanto nevoso, o que, para mim, não causa espanto, pois bem me lembro - já lá vão umas décadas - de Invernos bem mais frios de que este em que até os rios chegavam a gelar e em que o sincelo pendia das árvores, como pingentes de cristal, em candelabros de salão de gente da aristocracia.
Diz o Povo, e creio que bem, que «ano de nevão é ano de pão» e neste já se contaram oito, no Norte de Portugal.
Mas, ao que ouço, por banda de alguns agricultores, há lamentos porque se perderam, com este tempo, algumas colheitas de mimos e toca de choramingar, junto dos governantes, mil pedidos de subsídios.
Pobres dos lavradores de antigamente que «empobreciam alegremente,» sem direitos ou benefícios!...
Que tempos, Senhor Deus, que tempos, em que tudo, mesmo tudo, é culpa dos Governos e da Crise...
E por aqui me fico.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Gralhas & Companhia Limitada...

As Gralhas, foram sempre, nas Artes Gráficas, a coisa mais arreliadora que tornava feio o trabalho de qualquer tipógrafo ou editor. Para as evitar ou, simplesmente, para reduzir o seu número haviam os chamados "revisores de provas" que - atenta e pacientemente, reliam os textos compostos, letra a letra, em caracteres de chumbo, nos componedores, pelos hábeis compositores gráficos (vulgo; tipógrafos) ou, pelos operadores de "Linotip" (máquina com teclado, que compunha o texto fundido linha a linha e que possibilitava uma grande aceleração na execução do trabalho) impresso, imperfeita e manualmente, em longas tiras de papel (provas) - lhe eram entregues afim de anotarem as imperfeições.
Num periodo mau da minha vida, face ao desemprego, exerci essa função num jornal citadino, por isso, compreendo muitissimo bem ass falhas existentes em qualquer texto, pois sei o quanto é dificil evitar que uma letra, ou conjunto delas, não apareça ou que surjam outras que nada têm a ver com o texto em causa. Por mais atento e cuidadoso que seja o revisor sempre surgem esses arreliadores problemas.
E mesmo hoje, co as mil possibilidades das novas tecnologias, isso acontece. Há, naturalmente, que ser tolerante e humano relevando tais falhas técnicas, pois as "Gralhas" são bicho persiztente nas suas trapalhices de linguagem. São um tanto como os políticos ao lançarem as suas "bocas". Deixam sempre sair tagarelices e gafes que, depois, procuram remediar, mas nem mesmo os revisores de provas lhes valem!...