sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Congeminações eleitorais de futuro próximo

Acho que todos sabemos o quanto é difícil, neste momento, governar seja o que for. Todavia, mesmo perante tantas restrições, ainda há quem se encarnice para se candidatar à Presidência de uma qualquer Câmara Municipal deste (à rasquinha) país de ilusões tão palpáveis e dolorosas.
E, embora faltem alguns meses para tal evento, já existem candidatos a fazer campanha nos Orgãos de Comunicação Social, através de entrevistas e/ou conferências e debates públicos televisionados.
Isso - penso eu - revela que, adinal, Camões tinha razão ao suspirar: «ó glória de mandar, ò vã cobiça...»
Ou será - como muita gente pensa - que o importante é obter (como no passado de má memória) um "tacho" que dê prestígio e outras coisas bem mais materiais?
Estas, lamentáveis, congeminações não são, naturalmente, destituídas de fundamento, pois se baseiam numa triste e por demais visível realidade.
Quando há uma profunda crise instalada e quando o futuro se antevê nada propício a exageros, uma questão fica no ar: Como vão ser as próximas campanhas eleitorais? Serão de contenção nos gastos?
Como dirá um cego bem humurado, «vamos a ver!...»

terça-feira, fevereiro 10, 2009

A Culpa é...

O ano, como todos sabemos, tem estado chuvoso, frio e, em alguns pontos do país, também um tanto nevoso, o que, para mim, não causa espanto, pois bem me lembro - já lá vão umas décadas - de Invernos bem mais frios de que este em que até os rios chegavam a gelar e em que o sincelo pendia das árvores, como pingentes de cristal, em candelabros de salão de gente da aristocracia.
Diz o Povo, e creio que bem, que «ano de nevão é ano de pão» e neste já se contaram oito, no Norte de Portugal.
Mas, ao que ouço, por banda de alguns agricultores, há lamentos porque se perderam, com este tempo, algumas colheitas de mimos e toca de choramingar, junto dos governantes, mil pedidos de subsídios.
Pobres dos lavradores de antigamente que «empobreciam alegremente,» sem direitos ou benefícios!...
Que tempos, Senhor Deus, que tempos, em que tudo, mesmo tudo, é culpa dos Governos e da Crise...
E por aqui me fico.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Gralhas & Companhia Limitada...

As Gralhas, foram sempre, nas Artes Gráficas, a coisa mais arreliadora que tornava feio o trabalho de qualquer tipógrafo ou editor. Para as evitar ou, simplesmente, para reduzir o seu número haviam os chamados "revisores de provas" que - atenta e pacientemente, reliam os textos compostos, letra a letra, em caracteres de chumbo, nos componedores, pelos hábeis compositores gráficos (vulgo; tipógrafos) ou, pelos operadores de "Linotip" (máquina com teclado, que compunha o texto fundido linha a linha e que possibilitava uma grande aceleração na execução do trabalho) impresso, imperfeita e manualmente, em longas tiras de papel (provas) - lhe eram entregues afim de anotarem as imperfeições.
Num periodo mau da minha vida, face ao desemprego, exerci essa função num jornal citadino, por isso, compreendo muitissimo bem ass falhas existentes em qualquer texto, pois sei o quanto é dificil evitar que uma letra, ou conjunto delas, não apareça ou que surjam outras que nada têm a ver com o texto em causa. Por mais atento e cuidadoso que seja o revisor sempre surgem esses arreliadores problemas.
E mesmo hoje, co as mil possibilidades das novas tecnologias, isso acontece. Há, naturalmente, que ser tolerante e humano relevando tais falhas técnicas, pois as "Gralhas" são bicho persiztente nas suas trapalhices de linguagem. São um tanto como os políticos ao lançarem as suas "bocas". Deixam sempre sair tagarelices e gafes que, depois, procuram remediar, mas nem mesmo os revisores de provas lhes valem!...

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Como no pós-guerra

Sem estrondo, nem metralha e sem as grandes destruições urbanas, estamos a viver, mundialmente, todas as características de um pós-guerra (talvez a tão profetizada 3ª Guerra Mundial), com recessão económica; desemprego; pobreza; fome; instabilidade emocional, social e moral das pessoas e instituições e, vincadamente, medo, muito medo do futuro próximo.
Eu sei bem o que isso é, pois o vii, nos finais da década de 40, princípios da de 50 do século passado, era um miúdo, mas lembro-me bem. A diferença, em Portugal, é que, agora, não estamos sob a tutela de uma férrea e impiedosa ditadura fascista. Ao menos - como estou a fazer -, por agora, ainda nos é permitido desabafar, dizendo o que nos vai na alma, sem receio de virmos a pagar, de forma brutal, tal ousadia.
Neste caso, resta-nos a esperança em dias melhores, porque, como é sabido, nada é eterno, tudo se transforma e evolui (felizmente) no sentido da harmonia universal da Natureza e dos próprios homens.
Até lá, há que, afincadamente, arregaçar as mangas e, estoicamente, com ou sem dor, enfrentando todas as contrariedades adjacentes, lutar pela melhoria da siotuação de cada um de nós e de todos em geral.
O Mundo não acaba amanhã, tenhamos disso consciência plena!...

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

A Vida é linda, apesar...

Ontem fiz anos (uma cordilheira deles deles). Recebi telefonemas, e-mails, sms e não sei que mais, das pessoas que me amam e, desse modo, me deram parabéns.
Foi, no entanto, mormente todas essas belas e deliciosas manifestações de carinho e não menor afecto, um dia igual aos outros. Passeei mais a esposa pela cidade, fui à pastelaria tomar o café da praxe, cumprimentei quem me cumprimentou e terminei o dia a ver televisão.
Dizia alguém que «é bom fazer anos. Todos os anos faço um!»
Fazer anos é sinal de que continuamos vivos e isso, só por si, já è óptimo, pelo menos, é o que eu penso. Mas fazer anos, mesmo que muitos, e sentir e receber provas de afecto, mesmo de quem está distante de nós, é sentirmos que não somos apenas uma mera peça na engrenagem familiar e social. Somos alguém importante no coração daqueles que nos amam e que tyambém amamos. Somos os maiores!...
Por tudo issto eu digo que a vida é linda e vale a pena viver, apesar da crise económica, social e humana que estamos a viver.
Viva a vida e muitas mercês para quem, ontem, me enviou felicitações. A braços e Beijos!