segunda-feira, fevereiro 02, 2009

A Vida é linda, apesar...

Ontem fiz anos (uma cordilheira deles deles). Recebi telefonemas, e-mails, sms e não sei que mais, das pessoas que me amam e, desse modo, me deram parabéns.
Foi, no entanto, mormente todas essas belas e deliciosas manifestações de carinho e não menor afecto, um dia igual aos outros. Passeei mais a esposa pela cidade, fui à pastelaria tomar o café da praxe, cumprimentei quem me cumprimentou e terminei o dia a ver televisão.
Dizia alguém que «é bom fazer anos. Todos os anos faço um!»
Fazer anos é sinal de que continuamos vivos e isso, só por si, já è óptimo, pelo menos, é o que eu penso. Mas fazer anos, mesmo que muitos, e sentir e receber provas de afecto, mesmo de quem está distante de nós, é sentirmos que não somos apenas uma mera peça na engrenagem familiar e social. Somos alguém importante no coração daqueles que nos amam e que tyambém amamos. Somos os maiores!...
Por tudo issto eu digo que a vida é linda e vale a pena viver, apesar da crise económica, social e humana que estamos a viver.
Viva a vida e muitas mercês para quem, ontem, me enviou felicitações. A braços e Beijos!

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Alerta, a luta é nossa!

«No meu pobre ser há sóis apagados | no firmamento poético de vida | e há, também, mil sonhos congelados | que nunca terão forma colorida.» - começo eu num recente poema.
Todo o viver humano é assim, feito de frustrações (muitas) e de sucessos (alguns), mas é preciso não deixar cair os braços e prosseguir na luta, sob o incentivo abstracto da Esperança em horas mais favoráveis à realização dos projectos - bastas vezes - construídos sobre hipóteses, meramente, utópicas.
A cada momento, surgem dúvidas e medos que é preciso esclarecer e superar, com perseverança e esforço mental, psicológico e, tantas vezes até, físico. É que - como dizia António Gedeão - «o sonho comanda a vida e sempre que o Homem sonha o Mundo pula e avança.»
Por isso, mesmo com a crise a estorvar os nossos passos, temos que prosseguir o combate e fazer com que, ao menos, alguns dos sóis apagados se incendeiem e dêem luz e calor aos nossos corações e às nossas almas.
O amanhã - confiemos - será melhor e nós, como nos séculos XIV e XV, poderemos vir a «dar novos Mundos ao Mundo.» Tenhamos disso consciência e venceremos montanhas!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A Terra é doPovo, não dos Poderosos

Como eu gostaria, neste momento, de estar em Belém, no Amazonas, no meio de todos quantos ali se juntaram para chamarem a atenção dos Governantes Mundiais que urge mudar de políticas e de atitudes, para salvar o Planeta em que "ainda" vivemos, mormente os tratos de polé que, a cada instante lhe damos, e dizer toda a humanidade que é preciso dar a todos condições de vida digna e justa, plena de liberdade, igualdade fraternidade.
Não estou lá. Mas estou aqui a gritar, tal como eles, que a Terra é de todos e para todos!!!
Felizmente (parece) que Obama, ao contrário do seu antecessor (nascido casmurro e belicista), está aberto ao problema da salvaguarda desta Terra que queremos legar, nas melhores condições, aos que nos hão-de suceder.
Muito bem, se assim for!... Basta de atropelos e atentados à Natureza!
É a (e da) Natureza que dá e que tudo se espera, desde o ar que respiramos até aos nutrientes que enriquecem o prato nas nossas refeições. Tudo, tudo é fruto e tem origem neste Planeta que desde a primeira Revolução Industrial tem sido, gananciosamente - vinque-se esta palavra -, tão mal tratada e espoliada.
Convençamo-nos, de uma vez por todas: A Terra é do Povo e não dos Senhores do Poder e da Finança deste mundo conturbado em seus valores pessoais e colewctivos!!!

terça-feira, janeiro 27, 2009

Uma vez mais, deficiência e preconceito

Olá Mariana Fulfaro, agradeço e transcrevo o comentário que me enviaste, e que dizia, de forma incisiva e curta, o que se segue:
«Concordo com a Cristina. Aqui, no Brasil, ainda existe muito preconceito...»
E eu que, de boa fé, julgava que tal coisa era exclusiva deste país "onde a terra acaba e o mar começa" chamado Portugal...
Até quando - ò Deus - até quando?!...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Outra vez deficiência e preconceito

Olá Amiga, o teu comentário quer dizer que entendeste perfeitamente a minha mensagem ou ponto de vista e por isso a transcrevo com amizade e agradecimento.
«Bom dia meu amigo.
Agora é que me ri com vontade.
Na realidade parece que o preconceito não passa com o passar dos séculos. Tem raízes profundas e não morre, hehehe.
As pessoas gostam de olhar e dizer "coitadinho" a quem é diferente por algum infortúnio, o que não se lembram, é que esse mesmo deficiente físico pode bem ser muito mais inteligente do que elas próprias (o que lhes dá o lugar de tótós).
Nenhum de nós está livre de um dia vir a ficar com algo de diferente no seu aspecto físico, e depois o que vai sentir quando o/a olharem com "esse" mesmo olhar ???
Acho que todos nós devemos pensar nisso, e chamar a atenção para os nossos filhos que estão a crescer, e vão conviver pela vida fora com todo o tipo de pessoas e de diferenças.
Quando as nossas crianças vêem um deficiente, ficam a olhar, o que é, perfeitamente, normal, pois lhes chama a atenção o facto de aquele indivíduo se mover de outra forma, mas, para isso, estamos cá nós (os pais) para lhes dizer , e informar correctamente o que se passa, inclusivamente para os alertar para o facto de a outra pessoa não se sentir bem com esses olhares persistentes.
Eles percebem à primeira, não são "burros".
Tem uma boa semana. e fica bem contigo.»
Obrigado Cristina pela tua compreensão daquilo que eu digo ou escrevo. Obrigado por não seres "bota-abaixista" - esta foi a nova palavra que aprendi este fim-de-semana e que não encontrei nos dicionários que consultei.