sexta-feira, janeiro 30, 2009

Alerta, a luta é nossa!

«No meu pobre ser há sóis apagados | no firmamento poético de vida | e há, também, mil sonhos congelados | que nunca terão forma colorida.» - começo eu num recente poema.
Todo o viver humano é assim, feito de frustrações (muitas) e de sucessos (alguns), mas é preciso não deixar cair os braços e prosseguir na luta, sob o incentivo abstracto da Esperança em horas mais favoráveis à realização dos projectos - bastas vezes - construídos sobre hipóteses, meramente, utópicas.
A cada momento, surgem dúvidas e medos que é preciso esclarecer e superar, com perseverança e esforço mental, psicológico e, tantas vezes até, físico. É que - como dizia António Gedeão - «o sonho comanda a vida e sempre que o Homem sonha o Mundo pula e avança.»
Por isso, mesmo com a crise a estorvar os nossos passos, temos que prosseguir o combate e fazer com que, ao menos, alguns dos sóis apagados se incendeiem e dêem luz e calor aos nossos corações e às nossas almas.
O amanhã - confiemos - será melhor e nós, como nos séculos XIV e XV, poderemos vir a «dar novos Mundos ao Mundo.» Tenhamos disso consciência e venceremos montanhas!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A Terra é doPovo, não dos Poderosos

Como eu gostaria, neste momento, de estar em Belém, no Amazonas, no meio de todos quantos ali se juntaram para chamarem a atenção dos Governantes Mundiais que urge mudar de políticas e de atitudes, para salvar o Planeta em que "ainda" vivemos, mormente os tratos de polé que, a cada instante lhe damos, e dizer toda a humanidade que é preciso dar a todos condições de vida digna e justa, plena de liberdade, igualdade fraternidade.
Não estou lá. Mas estou aqui a gritar, tal como eles, que a Terra é de todos e para todos!!!
Felizmente (parece) que Obama, ao contrário do seu antecessor (nascido casmurro e belicista), está aberto ao problema da salvaguarda desta Terra que queremos legar, nas melhores condições, aos que nos hão-de suceder.
Muito bem, se assim for!... Basta de atropelos e atentados à Natureza!
É a (e da) Natureza que dá e que tudo se espera, desde o ar que respiramos até aos nutrientes que enriquecem o prato nas nossas refeições. Tudo, tudo é fruto e tem origem neste Planeta que desde a primeira Revolução Industrial tem sido, gananciosamente - vinque-se esta palavra -, tão mal tratada e espoliada.
Convençamo-nos, de uma vez por todas: A Terra é do Povo e não dos Senhores do Poder e da Finança deste mundo conturbado em seus valores pessoais e colewctivos!!!

terça-feira, janeiro 27, 2009

Uma vez mais, deficiência e preconceito

Olá Mariana Fulfaro, agradeço e transcrevo o comentário que me enviaste, e que dizia, de forma incisiva e curta, o que se segue:
«Concordo com a Cristina. Aqui, no Brasil, ainda existe muito preconceito...»
E eu que, de boa fé, julgava que tal coisa era exclusiva deste país "onde a terra acaba e o mar começa" chamado Portugal...
Até quando - ò Deus - até quando?!...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Outra vez deficiência e preconceito

Olá Amiga, o teu comentário quer dizer que entendeste perfeitamente a minha mensagem ou ponto de vista e por isso a transcrevo com amizade e agradecimento.
«Bom dia meu amigo.
Agora é que me ri com vontade.
Na realidade parece que o preconceito não passa com o passar dos séculos. Tem raízes profundas e não morre, hehehe.
As pessoas gostam de olhar e dizer "coitadinho" a quem é diferente por algum infortúnio, o que não se lembram, é que esse mesmo deficiente físico pode bem ser muito mais inteligente do que elas próprias (o que lhes dá o lugar de tótós).
Nenhum de nós está livre de um dia vir a ficar com algo de diferente no seu aspecto físico, e depois o que vai sentir quando o/a olharem com "esse" mesmo olhar ???
Acho que todos nós devemos pensar nisso, e chamar a atenção para os nossos filhos que estão a crescer, e vão conviver pela vida fora com todo o tipo de pessoas e de diferenças.
Quando as nossas crianças vêem um deficiente, ficam a olhar, o que é, perfeitamente, normal, pois lhes chama a atenção o facto de aquele indivíduo se mover de outra forma, mas, para isso, estamos cá nós (os pais) para lhes dizer , e informar correctamente o que se passa, inclusivamente para os alertar para o facto de a outra pessoa não se sentir bem com esses olhares persistentes.
Eles percebem à primeira, não são "burros".
Tem uma boa semana. e fica bem contigo.»
Obrigado Cristina pela tua compreensão daquilo que eu digo ou escrevo. Obrigado por não seres "bota-abaixista" - esta foi a nova palavra que aprendi este fim-de-semana e que não encontrei nos dicionários que consultei.

Ainda deficiência e preconceito

Olá "ilustre desconhecido" e anónimo, apesar de bem perceber quanto escreves no que comentário que abaixo transcrevo e me enviaste, sempre esclareço que não considero insulto a referência ao bom aspecto que apresentamos, mas, isso sim, à forma como ela é feita.
« Dos professores? Como é q chegaste a essa tão profunda e reflectida conclusão?
Qual é o preconceito q tens em relação aos professores?
E pior ainda, como é q chegaste à conclusão q por uma pessoa te dizer q estás muito bem conservado para a tua idade, facto, e para a tua deficiência, q é realmente um facto também, isso se torna um insulto à tua pessoa e até às pessoas com deficiência?
A mim pareceu-me mais um elogio q um insulto, mas aqui apenas posso falar do q estás a escrever.
Por outro lado, na questão da avaliação, posso falar da minha experiência pessoal. Sendo casado com uma professora, não percebo esta perseguição aos professores. Nem eu nem ela, temos medo da avaliação, pelo contrário, é desejável de uma vez por todas separar o trigo do joio, se bem q não concorde plenamente com os moldes deste modelo de avaliação, somos inteiramente a favor da mesma.»
Quanto aos professores é claro que nada tenho contra eles, pois, na minha família, tenho vários, além de que eu próprio exerci essa tão nobre e digna missão e sei, claro, que muitos milhares de professores desejam ser avaliados afim de evoluírem na carreira, todavia também sei, porque converso com muitos deles, que há os contrários, pois temem as consequências negativas dessa, necessária e indispensável avaliação, para que, através dum ensino pedagogicamente educativo se acabem de vez, na Sciedade, com preconceitos e vivências ultrapassadas e impróprias duma verdadeira democracia.