sexta-feira, novembro 07, 2008

"Velhos" serão só os trapos?

Antigamente - não há muitos anos - os idosos ("velhos") eram respeitados e acarinhados, porque eram tidos como o "baú das memórias familiares" e - afirme-se, com verdade -, em muitos casos, os "senhores da sabedoria", adquirida ao longo da vida através (algumas vezes) do estudo, investigação e experiências pessoais cada uma diversa da outra.
Actualmente - como tudo mudou em menos de uma vintena de anos?!... -, com os avanços da informática e a facilidade de consulta e pesquisa pela Internet, os "velhos", são já tomados como o estorvo da sociedade e, como tal, há que nos desfazermos deles atirando-os, irremediável e implacavelmente, para os "Lares" - digo, "armazéns de inutilidades", onde tudo se amontoa, por nada já valer -, votando-os à dolorosa solidão, ainda que rodeados de gente, que, a mais das vezes, não conhecem, nem pensa como eles, porque as suas vivências também foram outras.
Solução para o problema? Confesso que não tenho, nem sei! Que fazem os "técnicos" para encontrarem tal solução? E os governantes? E as Instituições? E os cidadãos?
È bom que, seriamente, se pense nisto e que se recuperem valores humanos em vias de extinção!...

quinta-feira, novembro 06, 2008

Ainda: Ai! América, América!

O receio de que Barak Obama possa vir a ser assassinado, é um sentimento generalizado a quantos, orientando-se por valores e conceitos humanistas de liberdade e de igualdade entre os homens, pretendem não ver repetida a história de Abraam Lincoln, J. Kenedi., e alguns outros. Todavia, na América e no Mundo, existem - tristemente o digo - pessoas que ainda se regem por ideias e princípios próprios do nazismo e do ku-klux-klan.
Tem, por isso, muita razão a munha Amiga Cristina quando, a propósito do artigo anterior, me envia o seguinte comentário:
«Em relação à politica sou completamente ignorante, mas espero bem que este novo presidente dos EUA, não seja assassinado , por não gostarem das suas "modernices".
Infelizmente na história do mundo temos muitos exemplos de pessoas que foram eliminadas por os outros não gostarem das suas verdades ditas publicamente.»
Eu, cá por mim, acrescentarei - como diria um cego -: Vamos a ver!...



quarta-feira, novembro 05, 2008

Ai, América, América!?...

Quando mudamos de casa, ao ocuparmos a nova morada, sempre temos de fazer algumas limpezas e algumas mudanças, pois, por mais "limpinho" que o antigo ocupante fosse, sempre fica, aqui ou ali, uma indesejada e inestética "teia de aranha" a desembelezar o ambiente.
Assim também vai ser com o novo morador da Casa Branca, nos estados Unidos da América, onde, com toda a certeza, vai encontrar muitíssimo lixo político e montes de "ninhos de ratos" e de "teias de aranha".
Vamos a ver, depois de Janeiro, como vai trabalhar a vassoura do novo Presidente da América!...
Esperemos que se mostre menos beligerante, num país ainda muito «conservador e puritano», como ouvi, um dia destes, dizer a alguém conhecedor da matéria, e, sobretudo, que não mostre, à semelhança dos seus antecessores, tendências megalómanas de querer impor-se para ser mais outro "Senhor (ou Dono) do Mundo".
- God save the World (Deus salve o Mundo)!!!...

segunda-feira, novembro 03, 2008

"O murro na mesa"

Cair, qualquer um cai. Mas cair e não ser capaz de se voltar a erguer é coisa de quem não tem já forças para vencer-se a si mesmo e ás energias que o lançaram à terra.
O Mundo - parece-me que como nunca - está de olhos postos no resultado das eleições americanas. numa ansiedade alienante e doentia. Espera-se tudo. Sonha-se tudo. E não pensamos que essa expectativa pode falir e, até, vir a finalizar, não no que desejamos, mas sim, noutra queda ainda maior que aquela em que nos afundamos (ou estamos a afundar).
Está escrito - não sei quem o escreveu, se calhar eu próprio em alguma das minhas muitas dissertações - que as coisas, quando atingem determinadas proporções de desequilíbrio, só retornam à harmonia com um forte (ou violento) golpe na sequência natural da vida (tipo "murro na mesa"). Com "paninhos quentes" não se vai a lado nenhum.
Quer Obama, quer MCain, têm de ser drásticos e, inteligentemente, saber "virar a mesa" e pôr a política e as políticas ao serviço dos cidadãos, primeiro dos americanos e, depois por arrasto, de toda a Terra.
Eu, cá pela minha experiência de vida, confesso que tenho sérias dúvidas que o venham a conseguir!...

sábado, novembro 01, 2008

Terramoto e terramoto que os há...há!

Há 253 anos, o país foi sacudido por um fenómeno telúrico que causou muitos mortos, muitos feridos e sérios prejuízos materiais e muita pobreza na população que viu, em breves segundos, perderem-se seus haveres.
Também agora, o país e o Mundo, está a ser sacudido por um "terramoto" que está a abalar as estruturas da nossa sociedade, desde os alicerces até às abóbadas.
Em 1755 tivemos um Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) que ordenou que se «cuidassem os vivos e enterrassem os mortos» e, reunindo todos os esforços humanos e técnicos de um povo laborioso e investindo em grandes empreendimentos que deram trabalho, a quem o não tinha, fez com que Portugal fosse tomado como exemplo entre as nações.
Nos dias de hoje, terá José Sócrates força (com a ajuda do "Magalhães" e das novas tecnologias) para restaurar o país que herdou, em derrocada económica e social, fazendo dele - como o Marquês de Pombal e também Conde de Oeiras - «Nação valente e Nobre Povo imortal» um exemplo para este Mundo louco, ganancioso, especulador e conturbado ?
Não sabemos! Todavia, ainda assim, dê-se-lhe o beneficio da dúvida e da confiança, pois se o não fizermos nada saberemos e a História - implavel - nos julgará e condenará!