segunda-feira, outubro 20, 2008

Mulheres em luta

No Dia de ontem, ocorreu a "Marcha Mundial de luta das Mulheres" pela sua libertação e contra todos os maus tratos que lhe são infringidos.
"Marcha Mundial"?... Como assim se eu só vi, nas televisões apenas um lugar em que tal ocorreu? por que não houve a citada "Marcha", ao menos, em todas as capitais do Mundo em que as constituições - dizem - defendem os direitos das mulheres?
Por mais que nos custe, ainda há mulheres subjugadas, pela cultura (?), pela religião, pelos conceitos morais, pela política, pela... (eu sei lá que mais?!...)
E também - lamentavelmente, por mal dos nossos pecados - continuam a haver, em pleno século XXI, mulheres mal-tratadas na sua própria habitação.
Que ninguém se cale - novos e velhos, mulheres e homens, religiosos e políticos, todos, mesmo todos - para que a desigualdade no feminino acabe. Custe o que custar, doa a quem doer. O machismo tem de terminar de vez, neste Mundo, sem sentimentos e sem escrúpulos!
Assim seja!

sábado, outubro 18, 2008

...O que é isto?...

Descobri, ontem, que, para além de «politicamente (in) correto», agora também (já) há a expressão «desonestidade política», quando queremos referir um desacordo com a vontade do "Chefão" partidário.
Interessante, não acham?!...
Que tempo este em que se foi a liberdade de expressão e pensamento!
Será que são necessários outros Capitães de Abril para não voltarmos ao passado de muito má memória?
Meus Senhores, que mundo é este em que um citrino se queda, molecular e estruturalmente, por um cinzentismo assustadoramente a lembrar uma época que - creio - ninguém deseja?
Eu quero ir para outro lado em busca da liberdade que, ao que se vê, está, por cá, em via de extinção!
"Isto é que para aqui vai um açorda!...»

quinta-feira, outubro 16, 2008

a vida talvez seja uma lotaria

O meu amigo Almiro, o "bom patife das músicas", convidava-me para fazermos uma parceria (eu com a letra, ele com a música) e concorrermos a um determinado concurso com uma produção nossa. Ora,como estou já um tanto escaramentado nesse tipo de experiências, apenas lhe respondi com um antigo provérbio, ensinado por minha avó paterna que diz: «Guardado está o bocado para quem o há-de comer.»
Embora a asserção seja demasiado radical, porque dá os factos, antecipadamente, por consumados, não deixa - diz-me a (má) experiência - de ser um tanto verdadeira. Quantas vezes vemos abrirem-se concursos públicos para um determinado lugar ou cargo e, depois, todo o regulamento vai "ás malvas", acabando por ser ganho por alguém da "casa" ou por alguém que tem bom relacionamento com membros do júri encarregado de fazer a respectiva classificação.
Depois - afirme-se sem rebuço -, a mais das vezes, a roleta tenderá sempre a cair no lado comercial, olhando-se aos ditames da moda e não à qualidade estética, cientifica e ou ética do trabalho, pois, infelizmente, o "encosto", mesmo no0 século XXI, ainda existe, persiste, e subsiste e é, em grande parte, responsável pela crise que estamos a viver.
Ponto Final!...

terça-feira, outubro 14, 2008

A Crise somos nós a pagá-la!

«Quem tudo quer, tudo perde.» É uma afirmação popular que, apesar de tudo ter mudado, neste Mundo em que, por ora, vivemos, ainda vai tendo alguma acuidade.
De facto, a ganância, a mais das vezes, acaba por levar à quebra, quer económica, quer de valores morais e sociais importantes na vida do homem como pessoa individual ou como parte integrante de um todo indissociável.
Os jogadores de jogos de sorte e azar ou os investidores da bolsa, primeiro são meros experimentadores, mas, depois, pela habituação, tornam-se nuns compulsivos gananciosos e nada sacia a sua avidez de ter. Daí ao descalabro, é um salto de pardal.
Logo, fácil se torna, no momento presente, entender o que se está a passar, com as Bolsas em disparate e os Bancos, para sobreviverem, a ter de recorrer ao aval e (ou) à injecção de dinheiros dos Estados a que pertencem, o que o mesmo é dizer, do "Zé Povinho" que paga (forçadamente ou por gosto) os seus impostos.
Numa palavra bem à portuguesa e fazendo o manguito: «Quem se lixa é o mexilhão!...»

domingo, outubro 12, 2008

Os varredores são gente digna e limpa!

Poucos dias depois do 25 de Abril de 1974 - não entendo muito bem como -, é tido e sabido, ninguém era (ou fora) de Direita, nem militara nunca (ou fizera algo) em organizações de cariz fascista.
Que milagre terá sucedido, então, para que sumissem, num abrir e fechar de olhos, os bajuladores e os "braço-direito" do regime acabado de derrubar pelos Capitães de Abril?
Pois eu, apesar de não gostar do regime, pois fui prejudicado (academicamente) por ele, não escondo que escrevi, por encomenda, um ou dois artigos de raiz histórica (Comemorações do Centenário Henriquino - 1960), num periódico local da Mocidade Portuguesa e que trabalhei, como revisor, noutro (onde me pagaram artigos) que até era propriedade da União Nacional e isso não conspurcou, de modo nenhum, a minha maneira de ser e de pensar.
As ideias e as acções são uma coisa e o nosso ganha-pão é outra bem diversa. O importante é a nossa cabeça e quando ela está limpa, o resto também o está!
Que ninguém sinta vergonha de ter ganho dinheiro a lavar sanitas!...