sexta-feira, outubro 10, 2008

É preciso encontrar e dar amor!

«Cherchez et donnez l'amour | et trouveras la vie!» (procura e dá amor | e terás a vida) escrevi eu, num poema que escrevi esta manhã.
Procurar e dar amor é, nos dias que correm, para grande parte da humanidade, coisa tão invulgar que, quando surge alguém que pauta a sua estada no planeta por essa asserção, (quase) pode ser tido como uma a"avis rara" a destoar - digo a iluminar- no panorama geral.
Quando a ganância e o materialismo imperam, sem peso nem medida, por todo o lado, e, em consequência, o ódio se espalha, em cavalgada de freio nos dentes, não há modo nem espaço para a "vida".
Faço estas afirmações a pensar no homem que, há dias, da sua varanda, durante meia hora, foi disparando sobre tudo o que mexia, matando duas pessoas e ferindo outras.
Por quê, Ó Deus, tanto ódio? E por quê tal disparate?
A resposta é simples, muito simples: Armas a mais!
Quem não tem arma não expande seu ódio daquela forma e... não faz a Guerra.

quarta-feira, outubro 08, 2008

A Crise económica sendo má, pode ser boa

Grita-se, em toda a comunicação social: Ai a crise! Que vai ser das economias mundiais?
E por causa da "crise", pintam-se quadros (quase) de catástrofe. Os economistas vaticinam isto e mais aquilo; os "grandes patrões" levam as mãos à cabeça, em desespero de quem deixou de ganhar os balúrdios que auferia; os sociólogos preconizam "graves" mudanças no tecido social das nações; os religiosos, afirmam que é castigo de Deus pelos pecados dos homens e os esotéricos remetem-nos para leitura do Apocalipse (ou Revelação) garantindo que as profecias estão a ser cumpridas e que estamos, naturalmente, à beira do "fim do tempo", para, finalmente, dar lugar à promessa de «um novo Céu e uma nova Terra em que a Besta ficará amarrada por mil anos.»
E tudo isto poderá ser verdade. Mas tudo acaba por ser bom, pois leva os homens para um autêntico estado de alerta e, sobretudo, de contenção económica/financeira e de atitudes, no dia a dia, que mudará mentalidades e, apesar das guerras disseminadas pelo globo (que estão e vão continuar) a suceder, será o rastilho que despoletará a criação dos tais «novo Céu e nova Terra», com paz e amor, que todos - creio-o - almejamos, ainda que, até lá, tenhamos muito para sofrer.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Mudar em prol dos outros, é ser Homem de... Deus

Às vezes penso quão louco estou (a ficar), pois o meu pensamento e a visão das coisas da vida, já não são como eram antigamente. Agora, aquilo que, há uns anos (não muitos), era para mim inaceitável, pois colidia com os princípios morais de uma educação rígida e - afirme-se, sem rebuço - restritiva, tornou-se perfeitamente encaixável no conjunto do meu novo mosaico mental e psicológico, seguindo o ensinamento de meu avô materno: «só os burros não mudam!»
Talvez (e naturalmente) por isso é que não consigo entender os fundamentalista - diga-se "fanáticos" - religiosos ou políticos que, mesmo vendo as coisas e o mundo a transformar-se a cada segundo, mantêm o seu quadro mental, não mexendo numa única peça afim de melhorarem situações, minimizando, com essa sádia atitude, o sofrimento daqueles que os rodeiam ou deles dependem.
E isto aplica-se aos políticos, aos lideres religiosos, institucionais e outros, mas também (e sobretudo) a nós, cidadãos comuns. A nossa arrogância, intolerância, má-educação e... os nossos preconceitos, fecham-nos à realidade da vida e do mundo actual e acabamos por nos tornar déspotas no discurso e nas acções.
Onde paira a nossa espiritualidade e transcendência?...

sexta-feira, outubro 03, 2008

Pre ocupar

Que não se fique preocupado com esta crise económica mundial. É a mensagem que passam os nossos governantes.
Na realidade o facto é que o verbo preocupar é constituído por duas palavras: pré (antes) e ocupar. Sendo assim, de facto, para que nos ocuparmos com a (tal) crise antes de ela ser bem visível e bem sentida no nosso país? E será que essa visibilidade ainda não é efectiva? Então por que há assimetrias (grandes e muito ricos e pequenos e muito pobres)? Estaremos todos cegos? Ou estaremos com alucinações a ver o que não existe?
Meu Deus, meu Deus!... Podemos todos ser pobres ou ricos, mas insensíveis e parvos é que não somos!...
Que políticos e que governantes nos haviam de calhar na rifa!...
«... É em Novembro, rugem porcelas | Que Deus nos acuda e nos livre delas...» - dizia Guerra Junqueiro.
E já basta, ou não?!....

quarta-feira, outubro 01, 2008

Maktub - está escrito

Os árabes quando algo que è previsível se transforma em realidade, dizem uma só palavra: maktub que, em português se poderá traduzir como, "está escrito".
Afinal, a crise económico/financeira que - dizem - se abateu (ou está a abater) sobre o Mundo, mais não é do que o resultado natural de atitudes e governações completamente erradas, tornadas "agora" em desgraçada realidade.
Os princípios económico/filosóficos de Karl Marx, postos - mal, afirme-se - em prática na ex-união soviética, desmoronaram-se na voragem da dureza de uma ditadura. Os conceitos capitalistas da maior "democracia (?)" ocidental, estão a desfazer-se arrastando, na sua queda, todas as economias mundiais. E não acusem só o Jorge Bush, como também não acusem só o José Sócrates, porque o mal não foi feito nestes últimos anos. A tragédia começou a desenhar-se há 63 anos, quando acabou a II Guerra Mundial, em que os governantes, desorientados e ávidos de enriquecimento e de poder, se empoleiraram num cavalo louco para o qual não tinham rédeas. daí o princípio da derrocada.
Que política seguir daqui para a frente?
Só há uma resposta: a da parcimónia económica, sem deixar de evoluir e de "reconstruir" esse progresso, e do amor ao próximo, numa verdadeira elevação espiritual do homem compassivo e solidário consigo e com o seu semelhante mais carecido, acabando, desse modo, com as assimetrias deste nosso triste e vil tempo.
Quem não for burro, que entenda!