sexta-feira, setembro 26, 2008

A Cultura e as edições literárias em Portugal

Queixam-se os editores portugueses que se lê muito pouco no nosso país e que, por isso, os livros são (ou estão) muito caros dado que as edições são muito reduzidas em número de exemplares.
Esta justificação (obviamente verdadeira e natural) serve também para que não arrisquem na publicação de obras de autor desconhecido - diga-se: figura não pública ou faladas nas "revistas cor de rosa"-, mesmo que a obra, como aconteceu com "a Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto e as de Miguel Torga (deste último publicadas em edição do autor), se venha a revelar trabalho de grande mérito e valor literário.
Todavia - quase inexplicavelmente para quem, como eu, é leigo na matéria - publicam-se, em Portugal (e por editoras de alto gabarito) obras que acabam por se vender como tremoços em cervejaria, mas que, afinal, não revelam o mínimo de qualidade, nem presente, nem futura.
Como é possível entender isto? Que cultura é esta? Será que, infelizmente, mais de 75% dos portugueses têm e são senhores de uma cultura "Pimba", que não lhes permite separar o trigo do joio? Assim sendo, para onde vamos e que futuro virá a ser o nosso? E, por último, que faz o Estado para modificar este triste panorama?

quarta-feira, setembro 24, 2008

Suplemento Solidário para Idosos - uma mentira

Fala-se e publicita-se o Suplemento Solidário para Idosos como se isso fosse a panaceia capaz de resolver o problema dos velhotes com baixas pensões de reforma ou de invalidez, mas não se diz que, se o pobre idoso tiver, de seu, um simples e pequeníssimo quintal onde cultive umas folhas de couve para deitar na panela da sopa, já não tem direito a tal regalia.
Isso, só tem um nome: é cinismo político.
Não é justo, por exemplo, que um velhote (com deficiência, congénita ou por senilidade) que recebe de pensão, uma determinada quantia (muito menor que o que é estabelecido), mas porque com a esposa (a receber desemprego) o seu orçamento familiar ultrapassa em € 30 (€ 730), já não tem direito a nada.
Por favor, Senhores Governantes, não brinquem (gozem) connosco, nem queiram enfiar barretes, querendo fazer-se passar por muito bonzinhos e gente de bem, pois o não são!...
Levem-me preso por fazer tais afirmações, mas esta é a verdade e a verdade tem de ser dita!

segunda-feira, setembro 22, 2008

Máquinas são máquinas!...

Claro que os computadores vieram resolver muita coisa, mas, pelo que se vê, ainda são falíveis e, apesar dos megas e dos gigas não conseguem substituir totalmente a memória humana (talvez um dia o façam), assim sendo, ocorre-me questionar: O que será das crianças do futuro, quando os seus computadores (portáteis ou não) tiverem falhas?
Dantes até havia aulas e professores de caligrafia(nessa disciplina fui sempre um péssimo aluno), para que a nossa escrita "manual" fosse bem legível.
E hoje os meninos do "Magalhães" será que vão ainda aprender a escrever "à mão", tal como nós? Para que, tal como Aquilino Ribeiro fazia, possam, em qualquer lugar e em qualquer circunstância, possam tirar apontamentos que poderão usar mais tarde?...
Máquinas são máquinas e estão sujeitas a mil contingência imprevistas.... Quem sabe e pode responder a estas minhas humildes e ignorantes dúvidas que o faça! Eu limito-me a lançar achas para a fogueira de forma a que se mantenha bem viva e prestável.

sexta-feira, setembro 19, 2008

De novo Ensino Especial

Há largo tempo escrevi aqui um artigo subordinado ao tema aposto em cima. Esta noite alguém o leu e mandou-me o comentário que reproduzo a seguir:
«Trabalho numa escola (não sou docente) onde existem crianças com deficiências. Posso dizer-lhe que, por vezes, o que torna os professores de ensino especial bons profissionais é a garra e o carinho que dedicam aos seus alunos. Na escola onde estou a professora de ensino especial é fantástica. O mesmo não posso dizer dos outros professores que, na hora das crianças estarem nas suas respectivas salas, os mandam para perto das auxiliares de educação. Esta situação cada vez me revolta mais e deixa-me desiludida... quem diria que pessoas com tantos cursos superiores tenham tanta falta de educação e humanidade... Infelizmente é esta a nossa sociedade. Peço desculpa pelo desabafo.»
Este desabafo - afirme-se, com veemência - é tão pungente e doloroso que nada se deve dizer, ou então - sem papas nja língua diremos simplesmente: Merda, para esses professores que são a vergonha da classe e da sociedade em que estão inseridos!!!

O Fumo e a vida

Li, um dia destes, que as estatísticas dizem que o tabaco, em Portugal, mata mais que o álcool e o cancro, só em 2005 morreram 12 500 portugueses vítimas dos efeitos do hábito de fumar.
Fiquei preocupado não por mim, que nunca fumei, embora, por força da minha profissão de jornalista, tenha sido fumador passivo, mas pelos outros, particularmente jovens que deveriam ter o futuro à sua frente livre de tal "espada de Democles".
Por que se suicida, lenta e silenciosamente, tanta gente neste país em que todos fazem falta e merecem viver por mais tempo? Por que falham as campanhas antitabágicas? Que fazer para travar tão nefastas estatísticas?
Como não sei responder a estas questões, lanço o meu grito de alerta: Atenção, anda por aí um monstro negro, de foice na mão, a ceifar vidas, através do tabaco! PRECAVEI-VOS! DEIXAI DE FUMAR!!!