sábado, setembro 13, 2008

Feiras por quê e para quê?

Queixa-se o Presidente da Câmara de Viseu (com razão) que às 3ªs.-feiras, no final da Feira Semanal, os feirantes e os compradores deixam o espaço nada limpo e ameaça, caso a situação se não altere, acabar com a Feira.
Há já quase quarenta anos, em artigo publicado no Diário de Notícias, eu demandava: por quê feiras, nas cidades de grande comércio como Viseu? Para quê, se o comércio tem tudo o que há na feiras e por preços, muitas vezes, algo inferiores?
No passado, quando esses pontos de comercialização serviam para os artesãos escoarem os seus produtos e os agricultores seus agros e animais, havia uma justificação para que existissem. Mas hoje, com tantas lojas comerciais e (até) tantas (grandes, médias e pequenas) superfícies onde nada falta por preços de acordo com a bolsa de cada um - serei eu estúpido?!... - não têm nenhuma razão de (ainda) existirem.
E não digo mais nada, pois sei que, com este artigo, estou a criar uma polémica tremenda. Não me importo! Tenho as costas bem largas, pois sei que, por maior que seja o alarido, a razão está do meu lado!

quinta-feira, setembro 11, 2008

De novo, que é da Espiritualidade?...

Sobre o tema da mensagem anterior, recebi o seguinte comentário da minha amiga Pandora. que muito agradeço:
«É tudo uma questão de DINHEIRO, a fé é comprada a custo elevado nessas bancas de santuários.
Agora pergunto eu: Quem acredita e quem tem de "falar" com Deus, precisa mesmo de ter em casa essas imagens de Santos e afins?
Eu não acho, porque pela minha parte não preciso de olhar para uma imagem aleatória para "falar" com Ele.»
Por mais respeito que tenha à crença (não Fé, pois isso é outra coisa) das pessoas não deixo de estar de acordo com o que a minha querida amiga diz, e tanto assim é que a própria Madre Teresa de Calcutá quando esteve em Portugal e alguém lhe perguntou se não ia ao Santuário de Fátima, respondeu convictamente: «Não tenho tempo para ir a santuários. Deus está em todo o lado!...» Ao que eu ouso acrescentar: Deus é tudo e está em tudo! Saibamos nós tê-lo no nosso coração e no mais recôndito da nossa alma, pois esse é o maior e melhor santuário!...

terça-feira, setembro 09, 2008

Que é da Espiritualidade?!...

Se Cristo viesse à terra, por certo dobraria uma cordas e zurziria, sem contemplação de qualquer espécie, nos actuais "vendilhões do templo". E eles são tantos!...
Quando chegamos a qualquer santuário deste país (não importa qual), que deveriam ser lugares de profunda elevação espiritual - na busca da transcendência Sublime da comunicação com a Divindade em que acreditamos -, o que vemos são lojas de venda das coisas mais dispares e sem nexo, ou são bancas/tendas com amontoados de objectos para mercantilizar.
E, o pior, muitas vezes é que esses"negócios" existem e persistem com o aval de quem deveria estar bem distante deles, pela sua função e missão de (re) ligador da terra ao Céu.
A corrupção - digo, a necessidade de culto ao "deus dinheiro" - é tal que ninguém lhe escapa.
É triste que seja assim e, por isso, ocorre-nos demandar: Foi para isto que Jesus se imolou pelos Homens? Que é da Espiritualidade que Ele pregou e nos legou? Valeu a pena o Seu sacrifício?
Assim, do alto da minha catedra de Homem de Fé, eu grito a plenos pulmões: Se não se arrepiar caminho, pereceremos todos ao som das bombas que continuarão a estoirar por todo o Mundo e das pestes que corroem a nossa alma de reles "vendilhões" da nossa própria alma!...

sexta-feira, setembro 05, 2008

Afinal, não estou só!

Sobre a mensagem anterior, a minha amiga Cristina (Pandora) comentou:
«Apoio-te totalmente querido amigo, os políticos são uma raça em vias de desenvolvimento desordenado e triste que nos inunda de raiva e desalento. Infelizmente são eles que gerem o país.»
Não sou tão radical, pois, como em tudo, entre gente má, também há quem não seja mau de todo...

Hipocrísia dos políticos

«Para onde fores leva Deus no coração.» - Ensinou, há quase 5 000 anos, o filósofo e político oriental Confúcio. Queria dizer com isso, que não devemos nunca desviar-nos da essência que nos foi legada pela Energia Transcendental (a que chamamos Deus), de que provimos, e que, com toda a simplicidade, se chama Amor.
Amor! Esse é o espelho em que temos de nos olhar para nos vermos e corrigirmos a nossa postura e, assim, parecermo-nos e sermos realmente amor, porque filhos predilectos dessa mesma divindade que deve (tem de) estar sempre presente no nosso coração e saltar para a vida nas nossas atitudes de cada hora.
O Amor é a regra fundamental na actuação dos políticos que a propagandeiam incessantemente, mas que, infeliz e lamentavelmente, numa hipocrisia arrepiante, não cumprem. Pois amar é dar e é servir e não, como muitos dos políticos fazem, receber e/ou servir-se do poder que têm na sua mão tão aperrada por tal espasmo. que não são capazes de a entreabrir em dádiva serena de entrega aos outros, aos que os elegeram, porque neles confiaram.
- Merda para os políticos e para a política partidária! - Deixem-nos gritar a plenos pulmões.