sábado, agosto 02, 2008

Conto

(...) O menino levantou o dedinho para participar na aula.
Fez-se silêncio altamente expectante.
E o menino - choramingando - disse que alguém queria tirar-lhe o lápis azul com que pintava o céu nos seus desenhos.
Frustraçâo! Os Himalaias haviam parido um pequeno... lápis azul!
Moral da história: Quem não pode (quer/sabe) construir um Mundo novo, vá-se embora!...

quinta-feira, julho 31, 2008

Política e políticos que nos parecem de outro Mundo

È interessante - digo eu - como o mundo gira na boca dos políticos e dos governantes. Para eles parece que tudo são rosas e que tudo desliza facilmente sobre bem oleados rolamentos de esferas. É a maravilha das maravilhas!...
Mas o pior é que o povo chora com fome, com desemprego, com doença, com falta de qualificações académicas, com justiça sem justiça, eu sei lá que mais?!...
Aos meninos dão-se-lhe computadores - aplaudimos a iniciativa, pois claro que aplaudimos! -, todavia questionamos: isso será o bastante para que venham a ser sábios, educados, saudáveis, amigos do seu amigo, construtores de um mundo novo, resumindo, felizes?...
Ouvi Lula da Silva e José Sócrates, numa entrevista na RTP2, e fiquei apreensivo com o excesso de optimismo dos dois governantes e a pergunta surgiu-me, naturalmente embora como que por acaso: Será que estes homens vivem numa redoma e não vêem o que se passa ao redor?...
Não sei, mas gostava de saber. Afinal de que matéria são feitos, para serem assim tão insensíveis?...

terça-feira, julho 29, 2008

Ajudas e cancro

O problema do cancro (ou cancer - como dizem os brasileiros), apesar de todos os esforços científicos desenvolvidos quer durante o século passado, quer já no presente, continua, infelizmente, a ser grave preocupação da ciência médica, dos governos e, deveria também ser, do cidadão comum, já que tal doença não tem destinatário definido: todos, em qualquer momento e em qualquer lugar, estamos sujeitos a ser vítimas desse flagelo.
Quem é que neste Mundo não conhecdeu ou teve conhecimento de alguém tocado pelo problema? Ajudar é, naturalmente, o dever de cada um de nós! Mas - ó Deus! - como?
E aqui está a questão basilar. Os ricos (ou os mais bem instalados na vida) fazem-no entregando donativos monetários. E os outros cujos proventos mal dão para a "bucha"? Os outros... dão voluntariado colaborando com a força dos seus braços e a capacidade da sua mente, nas mais diversas tarefas que levem à minoração da dor de quem sofre e divulgam de todas as formas as campanhas de angariação de fundos ou, simplesmente, fazem passar, de boca em boca, essas mensagens.
Agora está em curso uma recolha de cápsulas e telas de Néspresso (será que escrevi bemj?) cujo objectivo é possibilitar às crianças do IPO. a construção de esculturas aque desenvolvam a sua criatividade e promovam, nas pessoas em geral, de certa forma, o gosto pela reciclagem dos materiais tidos como inúteis e sem préstimo.
Que quem tiver acesso a este tipo de objectos os encaminhe para o IPO e a Divindade Celestial recompensará - tenho a certeza - tal dádiva e tal boa vontade!

segunda-feira, julho 28, 2008

Estive, no Sábado passado, no Alto Minho, aliás às bordas de Viana do Castelo, a assistir a um Festival de Folclore.
Fiquei triste!
Afinal o conceito de Folclore mudou? Ou já não se tem a noção de que folclore e antropologia têm de andar de mãos dadas? Ou, ainda, será que Folclore já não é uma manifestação da etnografia, de cada lugar, nas suas músicas, poéticas e danças?
Quando um grupo põe os jovens da sua "escola de folclore" a dançar uma marcha dos santos populares, como se de um Vira se tratasse... Santo Deus!... para onde vamos nós?...
Por isso fiquei triste. E, por isso, acho que não devo comentar mais nada, os meus estimados e queridos leitores já deduziram o resto!...

sexta-feira, julho 25, 2008

A Verdade dói. É preciso calá-la!

Sempre foi assim!
Desde tempos imemoriais que quando alguém diz algo que diverge da opinião geral da comunidade, apresentando outros pontos de vista e, ou, outras conjecturas, corre logo o risco de vir a sofrer todo o tipo de represálias que amordacem a sua boca e manietem a sua acção.
Os investigadores, cientistas, pensadores e filósofos de todos os tempos sentiram na pele, nos ossos e no espírito o ferrete de terem de calar o que sabiam e podiam transmitir ao semelhante. E a repressão vinha do poder, da religião, das forças de defesa e, até, do cidadão comum que, sem conhecimento, mas eivado de um fanatismo profundo (hoje diz-se fundamentalismo) exercia essa força bloqueadora e deturpadora da verdade.
Foi assim com Sócrates (o filósofo grego, não o nosso 1º. Ministro), com Cristo, Kepler, Galileu e tantos, tantos outros. A Inquisição foi criada, de certo modo, para travar a língua e os gestos de quantos, usando o cérebro, pudessem raciocinar de forma diversa da que, então, era imposta pela Igreja Católica Apostólica Romana, deveras assustada com a perda de hegemonia devido ao Cisma e à tomada de força da Burguesia.
Agora, embora de outra forma, ainda há quem não queira a verdade e a trave usando outras armas!...