quinta-feira, julho 24, 2008

Ainda o Novo Acordo Ortográfico

Da minha querida amiga e assídua leitora "Pandora", sobre o problema do Novo Acordo Ortográfico, recebi a comentário que transcrevo, e ao qual achei imensa graça, pois tal como ela, milhares - se não milhões - de portugueses (eu incluído) vão ter de ser corrigidos pelos mais jovens.
«Pois é meu amigo, o problema é que não sei se me vou habituar ás mudanças, e chegarei a um ponto em que vão ser as miúdas e corrigir-me.»
Que bom sermos corrigidos pelos botões de rosa do nosso jardim!... Que grande prazer terei por ter de voltar a ser menino e a voltar a aprender com meninos, e como um menino!... Iupy!...

O Plagio...

«... E o pintor foi-se embora, com prazer, sem ter assinado a "Obra"!... - Digo eu, num dos meus recentes poemas.
Efectivamente, quantas vezes, na vida, terminamos uma ideia, um projecto e, simplesmente, um sonho e o deixamos, despretensiosamente, entregue aos outros sem nos importarmos que, afinal, aquilo tem, no seu interior, muito do nosso suor e da nossa intelectualidade e que tudo isso vai ser usado, num plágio permanente, por quem nada investiu emocional e fisicamente.
O esforço de uns é, quase sempre, benéfico aos outros. Plagiar - digo eu, embora o não faça - acaba por ser uma arte e um artefacto necessários à evolução técnico/cultural dos povos e das nações. Acaso a literatura portuguesa não avançou graças aos plágios (alguns bem evidentes e descarados) do nosso Eça de Queiroz que, nesse campo, foi useiro e vezeiro?
Este tema é vasto e levaria páginas e páginas a debater, já que implica questões legais, cívicas, sociais, morais e ou, meramente, humanas, por isso e por respeito aos meus queridos e muito estimados leitores o deixo à consideração de cada um segundo os seus conceitos éticos e deontológicos. Quem sou eu para emitir opinião sobre o assunto?...

terça-feira, julho 22, 2008

Novo acordo ortográfico

«Burro velho não aprende línguas...» - Diziam antigamente. Pois não! Mas vai ter de aprender a escrever Português, de acordo com a nova grafia, ontem promulgada e que terá, dentro de 6 anos, de estar completamente em vigor em todos os países onde se fala a língua de Camões.
Não sou contra este novo acordo ortográfico, nem sequer o contesto seja de que forma for, mas, apesar de já ter passado por outras maneiras de escrever(caso, por exemplo, da acentuação nas palvras terminadas em mente), confesso que irei ter algumas dificuldades nos primeiros tempos e que, volta não volta, andarei a mandar adicionar, ao dicionário informático do meu computador, a nova versão das palavras sujeitas à modificação gráfica.
Se é bom e é para bem da língua que - como afirmava Pessoa - é a minha Pátria, então sejam muito bem vindas as alterações, porque eu, sendo "burro velho", juro que ainda vou fazer tudo para aprender!...

segunda-feira, julho 21, 2008

Divagação sobre "Política"

«Detesto a política, bem como falar sobre política!» - Diz-se muitas vezes.
Ora isto é, na verdade, um autêntico disparate. Mas é, ao mesmo tempo, uma verdade do Senhor de La Palisse. Já que sempre que, simplesmente, pensamos - estamos permanentemente a fazê-lo - construímos ideias e isso é fazer política, na sua forma mais lata e sublime.
Podem essas ideias ou pensamentos ser ou não exequíveis, mas não deixam, queiramos ou não, de conter princípios e normas de acção e reacção que traduzem as doutrinas que dirigem e impulsionam a nossa vida. Logo: é política pessoal, em toda a sua força e dimensão.
Pensar e fazer política, nada tem, por isso, de mal. O que pode não estar bem é quando essa forma de pensar e agir é fruto (e veículo) de um partido a que estamos, fanaticamente, ligados e, ou, de que dependemos, pois, então, deixamos de ser nós e passamos a ser carneiros de um rebanho que nos coarcta a acção e o raciocínio.
Eu quero ser livre e vogar pelo Universo sem peias e partir a cabeça nas rochas do meu sentir! Deixem-me ser livre, ser Homem!...

sexta-feira, julho 18, 2008

A Crise e as Profecias

Agora não se fala senão de crise. De facto ela é mundial e, por essa razão, afecta toda a humanidade. Mas, ao que se vê e ouve, parece que ninguém tem a panaceia capaz de acabar com ela. Mário Soares diz que se Barak Obama ganhar as eleições americanas a crise desaparecerá. Custa-nos a acreditar!... Não é um Presidente americano - diga-se, "dono do Mundo" - que vai alterar o pensamento económico dos especuladores petrolíferos, imobiliários, e de tantas outras coisas mais de que o Mundo de hoje é co-dependente.
Foi assim no passado de 1912 e de 1937! Depois surgiram as duas grandes guerras e etc., etc., o resto já nós o conhecemos por demais...
Sem ser "velho do Restelo" ou ave agoirenta, confesso, olhando a actual conjuntura, que me assusto com o pensamento de que as profecias, que falam numa terceira guerra mundial, parecem em vias de concretização.
Assim sendo, pergunto: Será que os governantes deste planeta não se dão conta disto? Será que a sua sede e ganância de poder não os leva a tomarem medidas e atitudes que resultem na alteração de todas as profecias catastróficas dos "iluminados" do passado?...