O que é um tremendo disparate. Pois - expliquei, de seguida -, o que existiu, isso sim, foram os «Homens da Viris», que mais não eram do que homens escolhidos, por força das suas mais valias, para chefiar os clãs ou tribos que povoavam aquele território, aos quais se dava, por causa da viris que ostentavam no braço (viris era uma pulseira/bracelete que identificava o chefe do aldeamento e/ou aldeamentos circunvizinhos), o nome de Viriato.
Ah! Mas, dirão: Então como é que existem obras - até de historiadores consagrados - que identificam e descrevem a vida de "Viriato" como tendo sido assim e assado, desta e daquela maneira? Contando também a festa do seu casamento e dando pormenores sobre o nome e pessoa da esposa. Por outro lado contam ainda a história da chacina efectuada pelo romano Sérgio Galba, o que provocou a ira de "Viriato" e levando-o à rebelião, etc., etc., etc.
Não confundamos Juno com a nuvem!... A história (ou histórias) de vários homens da da viris (Viriato) não pode, nem deve (ou devia) ser contada como sendo a de uma só pessoa. Porque, ao fazê-lo, está-se a fugir ao rigor científico que, no mínimo, a História exige.

