sábado, julho 05, 2008

Que...

Por todo o lado se ouve falar de crise e que, cada vez, há mais pobreza; que se está a perder o poder de compra; que o dinheiro não dá para nada. Não tenho dúvidas quanto a todos estes pontos, pois isso é bem visível.
Mas - confesso - não entendo como é que, sendo assim, se entra nas grandes superfícies, seja a que hora for, e estão sempre com bastante gente a fazer compras. Em Viseu há mais de uma dezena desses espaços comerciais.
Então onde está a tão propalada crise?...
Bem sei que, em contrapartida, o chamado comércio tradicional "está às moscas" e, por via disso, a fechar portas. Todavia também sei que muitos desses comerciantes, pela sua pequenez e falta de sentido de negócio, se deixaram ultrapassar e, até, vencer pela evolução dos tempos e das sociedades e, por isso, não me espanta a sua quebra mercantil e o consequente encerramento de estabelecimentos.
No meio de tudo uma pergunta me ocorre: Quanto tempo vai durar a crise? ou, de outra forma, quem vai sobreviver para contar a história?
Temo que a resposta seja: Somente os grandes que ficarão ainda maiores!

sexta-feira, julho 04, 2008

Ainda as árvores...

Em relação ao que escrevi sobre "as árvores, a saúde e o investimento em Viseu" recebi, dum anónimo, o comentário que a seguir transcrevo e que, para além de concordar com o que afirmo, ensinou-me ainda que o perigo ocorre no per iodo anterior à floração, não sei como, nem porquê, mas acredito, plenamente nas palavras do meu estimado0 leitor.
«Certo. Muitas vezes não há o cuidado devido na escolha das árvores. Já várias câmaras se viram obrigadas a retirar árvores.
O perigo para a saúde, de alguns cidadãos alérgicos e há cada vez mais, não está no "algodão" que irá sujar as casas ou entupir os filtros no aparelhos de ar condicionado, mas em fase anterior da floração
Andamos sempre a aprende! Por isso, muito obrigado, por me ter ensinado mais uma coisa que desconhecia.

quinta-feira, julho 03, 2008

As árvores, a saúde e o investimento em Viseu

Há uns bons anos atrás, em Coimbra, numa importante avenida da cidade a autarquia viu-se forçada a substituir as árvores que nela havia, por se ter verificado que, no periodo de floração, desprendiam uma espécie de algodão que causava s´´erias e incómodas alergias a quem por lá morava, além de que esse tal algodão - segundo os especialistas - era, também, tendenciosamente cancerigeno.
Ora sucede que ( não sei se todas, se apenas algumas) as àrvores da bonita Avenida da Europa, em Viseu, são da espécie das que, em Coimbra, foram rejeitadas e substituidas. E isto é tanto mais grave que já ouvi dizer a (possíveis) investidores que, por mor de tais árvores, não aplicariam as suas poupanças em apartamentos daquela Avenida.
Isto é sintomático e preocupante, mas tem, entretanto, uma fãcil e pouco dispendiosa solução, assim o queira quem de direito!...

quarta-feira, julho 02, 2008

A Poesia é eterna

Há 33 anos (fez no passado dia 26), escrevi o poema que transcrevo, abaixo, publicado no meu livro «A Máscara e o Rosto» (esgotado desde 1982, poucos dias após a sua distribuição às livrarias), o qual é, agora, inserido no espectáculo «Raízes» que (1 de Julho de 2008) estreou no Teatro Viriato, em Viseu, pela mão amiga do Rui Martins que, por o ter recitado numa festa, foi convidado (?!...) a abandonar os Escuteiros.

Inexplicavelmente, apesar de já terem transcorrido três décadas sobre aquele “meu” momento criativo, a mensagem continua válida e viva como se Cronos tivesse parado seu passeio cósmico.

«Revolução

Olhei, sem ver, a bruma luminosa / irradiada do fundo do meu ser. / Caíam horas frias, em céu estrelado, / e no horizonte, distante, dum passado nulo, / com gritos e dentes rilhados nos cárceres / gemiam, ao sopro cálido da minha boca, / flautas de cana / silvando notas de desespero. / Lembranças tristes. / Hinos incentivadores de luta / dizem-me, na sua voz muda: / – Para a frente companheiro! / «A poesia está na rua!» – A Poesia és tu, / e tu… / … és «Revolução Cultural»!...»

E, apetece-me acrescentar: Porque a Poesia é eterna!...

sábado, junho 28, 2008

A Vitória da Humildade

Afinal, a minha teoria da “camisola da humildade”, aplicada ao desporto, estava (e está), perfeitamente, correcta e isso ficou mais que demonstrado no presente Campeonato Europeu de Futebol.

Os portugueses, completamente destituídos de humildade, iniciaram os preparativos e, depois, os jogos cheios de bravatas estúpidas, intolerantes e intoleráveis. Fizeram um ruído ensurdecedor, lançaram girândolas de fogo de artifício, completamente destituídos de senso e de lógica. Eles – portugueses (público, jogadores, técnicos e jornalistas) – eram os “maiores” e os “melhores”…

O resultado foi a humilhação – direi, vexame – que se viu. Por seu turno, os nossos vizinhos espanhóis, sem alardes, nem grandes parangonas nos jornais, com toda a humildade, pisando certo, um pé a seguir ao outro, foram marcando posição e… quando nos demos conta, aí estão eles a disputar a Final sujeito a ganhar o tão almejado troféu.

Por que é que Eusébio ainda hoje é amado e considerado um dos grandes desportistas do século XX? Justamente pela sua imensa humildade e simplicidade quer em acção, nos relvados, quer fora deles, na vida quotidiana de cidadão respeitador do mérito dos outros.

E pronto. Para bom entendedor…