quarta-feira, março 05, 2008

Comentário a mensagem deste blog

«Boa tarde, Exmo Sr. José Calema
Em primeiro lugar quero-o cumprimentar e saudar por ter notícias suas. Já agora, digo-lhe como obtive as mesmas. Hoje com 42 anos, sou Professor (Grão Vasco, em Viseu) e recordar que nos conhecemos já lá vão, 30 anos. Era eu escuteiro, aluno em 1977, na Festa Anual dos Escuteiros recitei um poema Seu, com o nome Revolução Cultural. Na altura, falámos algumas vezes, no âmbito de uma Associação Cultural, ligada ao Orfeão de Viseu e pelas consequência que tive em recitar tal poema, nuna mais o esqueci. Não sei se alguma vez soube, mas após ter recitado o mesmo, fui convidado pelo Padre Coelho, na altura, Chefe dos Escuteiros de Viseu, na Igreja do Carmo, a deixar os Escuteiros. Esta semana vou recitar o Poema,no âmbito de evento promovido pelo Agrupamento de Escolas de Sátão, na qualidade de Presidente da Associação de Pais (Apeagesatao), na semana da Leitura. Vim aqui participar no seu Blog, comentando a posição dos Pais, através da sua Associação Nacional, no encontro Nacional, em que participei, em Gondomar. Efectivamente o que aconteceu em Gondomar foi uma tomada de posição favorável em relação à Ministra, tendo-lhe sido pedida coragem para levar por diante as suas reformas. Naturalmente, como Pai e representante de uma Associação de Pais do interior, fui em parte surpreendido por esta postura, já que no decorrer dos trabalhos, apenas foi afirmado que os Pais deviam estar do lado dos Professores e que estes continuam a merecer a confirnaça de Todos. Já, quanto às reformas e em particular a avaliação, nunca ninguém se opôs, apenas muitos Professores se revoltam com o prazo da sua aplicação. Eu, como Pai, revolto-me com muitas situações que ocorrem na Educação, quando se diz que a Educação é para TODOS, quando ainda hoje, somos confrontados com o despacho de encerrar Escolas.

Pode perfeitamente ser necessário o encerramento de Escolas que tenham menos de 10 alunos, mas paralelamente a este despacho, deviam ser anunciadas as soluções e o garante que nenhum aluno, deixa de poder ir à Escola, esta com melhores condições, etc.

Também não partilho da Ministra e da Confap, quando a Ministra tem uma postura inicial de descrédito total dos Professores, tentando passar a mensagem que os mesmos não trabalham. Não trabalham alguns Professores como em todas as profissões.

Sou de opinião que todas as partes se devem sentar à mesa, a "negociar" discutir a reforma e TODOS encontrarem soluções exequíveis.

Quer como Professor, quer como Pai e mesmo na qualidade de Presidente do CE da Apeagesatão, não me revejo na tomada de posição da Confap, mas sim do lado dos Professores quando reinvindicam os seus direitos, quando aos prazos de implementação da reforma e quando encerram Escolas, quando não se apresentam e estudam alternativas e as garantias que nenhum aluno deixa de poder ir à Escola.

Agradeço-lhe a atenção dispensada e prometo vir novamente a este Blog, sempre que tenha tempo.

Sem outro assunto

Rui Martins

Que devo eu dizer mais? Só mesmo que lamento o amigo Rui ter deixado os Escuteiros por ter recitado um Poema de minha autoria que não agradou aos seus superiores. Afinal, para que serviu o 25 de Abril?...



segunda-feira, março 03, 2008

Professores e sua luta

Confesso que não entendo o que vai na mente das pessoas…

Quando multidões de professores, por todo o país protestam contra as políticas da Ministra da Educação, vêem-se, por outro lado, dirigentes das associações de pais a elogiar, de forma ostensiva e que me parece despropositada, as políticas e modos de actuação causa de toda a presente contestação.

E eu que sou leigo na matéria (embora, em tempos, até já tenha sido professor), mas que – parece-me!?... – não sou parvo, ouso, então, perguntar: de que lado está a razão, dos professores, dos sindicatos, das associações de pais, da ministra?

Eu sei que nem sempre as maiorias têm razão, pois é fácil obter bons resultados nas massas, através da euforia colectiva, as quais entram em efeito “bola de neve”, mas daí à bajulação pura e gratuita, como se viu, um dia destes, em que a Senhora Ministra foi “elevada aos altares”, numa santidade que é bem difícil de descortinar, vai uma distância abissal... (As reticências não são mero acaso).

Que se passa afinal? Brincamos com a democracia? Ou, simplesmente, queremos, como nos tempos da ditadura, impor ideias e vontades que doiem e traumatizam quem trabalha, honesta e profissionalmente, em prol das crianças e jovens deste país?

Haja, no meio desta crise social, um mínimo de coerência e decência!...

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Política e políticos, mais uma vez...

Nunca me quis ligar à política, através da militância num qualquer partido, nem mesmo no pós 25 de Abril, quando a euforia da liberdade invadiu as pessoas ávidas de falarem e conhecerem ideias e princípios, já que, por mor dos 48 anos vividos na ditadura fascista, poucos eram os que tinha algum saber e vivência sobre tais assuntos. No dia 26 de Abril de 1974, por medo ou por outra qualquer razão, toda a gente se dizia revolucionária e contra o regime acabado de derrubar.

E milhares de indivíduos – desorientados pela voragem duma conjuntura de exageros e dúvidas sem dimensão – refugiaram-se, como salvaguarda da sua integridade social, económica e física, no M.D.P./C.D.E. (Movimento Democrático Português, antiga Comissão Democrática Eleitoral). Eu, por razão de desemprego e absoluta necessidade de comer e dar de comer à família, fui convidado para ir lá fazer, à noite, um part-time, por isso sei bem do que estou a falar.

Depois foram os assaltos às sedes dos partidos mais à esquerda do P.S. (actos de muito triste e feia memória na democracia nascente) e, como coelhos acossados por furão de caçador, foi a debandada – um para cada lado – dos (ditos) membros dessas formações de jaez político.

Para mim as coisa mudaram, pois arranjei outra forma de sobreviver, com dignidade e, agora sim, com liberdade. Todavia, apesar de tudo, nunca verguei a cerviz aos favores da política ou dos políticos e daí sentir-me feliz e liberto para dizer e pensar o que e como quero, sem ter de me sujeitar à obediência disciplinar de nenhum partido ou organização política.

Talvez, por esse motivo, não entendo a arrogância e, sobretudo, os métodos populistas e demagógicos que os políticos utilizam para se servirem e não para servir a coisa pública.

Assim, desgraçadamente, sinto-me enojado com os políticos deste país que, afinal, poderia ser um oásis numa Europa a caminhar, ninguém sabe, lá muito bem, para onde, nem para quê.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

A propósito de D. António Alves Martins

Hoje ao ver o meu correio electrónico, encontrei o seguinte comentário a um dos artigos publicados no blogue:

«O meu nome é António Abrantes. Foi nos contactos que teve com a AIRV que nos conhecemos e a propósito do seu excelente trabalho para construir o centro (de trabalhadores com deficiência) do parque industrial de Coimbrões, em Viseu.

Admiro, a si, pela sua inteligência, coragem e capacidade de luta.

Também sou um admirador de Alves Martins.»

Claro que ainda há imensas pessoas que admiram o Bispo Aves Martins – um liberal de «quatro costado, de antes quebrar do que torcer – e que me admirem pelo que lutei (eu e minha esposa) em favor da dignificação da pessoa com deficiência.

… Que valeu ter sonhos e lutar por tais ideais?

Ele (quase) é esquecido por quem não devia (as gentes da governação local e nacional); a mim, uns incompetentes quaisquer (de um organismo estatal), levados pela inveja e porque não lhes untei as mãos, como, por portas travessas, mo demonstraram, tudo fizeram, e não descansaram, enquanto não destruíram a minha luta e, depois, numa baixeza moral, quiseram denegrir meu prestígio e bom nome.

Felizmente foi feita (no lugar próprio e por quem devia) a devida justiça e saí ileso e de cabeça erguida, enquanto a eles o tiro saiu-lhe pela culatra, atingindo-os em cheio. Mas, desgraçadamente, a obra (minha e de minha esposa) perdeu-se na voragem de tal incompetência e, sobretudo, má fé.

É pena que as coisas sejam assim: que os invejosos e corruptos destruam aquilo que os outros fazem com muito amor e sacrifícios sem conta, nem medida!...

domingo, fevereiro 24, 2008

A Amizade verdadeira não morre

Volta que não volta, alguém me manda um comentário, ao que escrevo neste meu humilde blogue, todavia, fiquei hoje imensamente feliz por, no meu e-mail, ter surgido o que a seguir transcrevo na integra:

«Amigo Zé Calema. Foi por casualidade que navegando na "Net", dei de caras com a tua fotografia, e li com toda a emoção a tua biografia. Sabes quem sou? O António Paiva, que andou a estudar contigo na Escola Comercial. nos anos de 1952 a 1958. Eu morava na Rua de Serpa Pinto, junto ao Rossio, o meu Pai era Polícia, e muito amigo dos teus. Fomos colegas do Furtado, dos Armazéns da Ribeira, e a Mãe dele foi nossa Professora de Inglês. Em 1962, fui colocado na Secretaria da PSP, depois aqui casei, nasceram os meus 2 filhos, e os 4 netos, e por aqui fiquei. De vez em quando vou a Viseu, normalmente por ocasião da feira de S. Mateus.

As saudades, de menino e moço; dos tempos da Escola; das pesquisas que fizemos em vários sítios, compilando versos do teu tio poeta; lembras-te? Parece que foi ontem... o tempo é implacável. Eu vou fazer 68 anos em Outubro. Não te quero maçar mais. Recebe um enorme abraço de profunda amizade, e admiração pelo teu "curriculum"»

- Oh! Se me lembro!... As coisas boas da infância e da juventude, são marcas a fogo que nos acompanham pela vida fora e que nos empolgam e emocionam quando alguém, dessa maravilhosa época de sonhos, no-las relembra gostosamente!

Obrigado, António e que Deus te abençoe! Manda-me o teu endereço electrónico (e-mail) para que possamos, de outro modo, reatarmos contactos e afectos da nossa meninice.