quinta-feira, setembro 20, 2007

O Homem é indidisível

Todos os comentários ao que fazemos, dizemos ou escrevemos são bem-vindos, pois nos abrem a mente ao que pensam os outros, permitindo novas aprendizagens (abordagens) a conceitos que, se calhar, de outro modo, talvez nunca nos ocorressem.

A questão, entretanto, que pode surgir é se temos ou não estofo para entendermos e aceitarmos os pontos de vista que nos são propostos.

É, digamos, uma questão – repito esta palavra – de sermos ou não permeáveis e elásticos ao pensamento alheio, pois podemos agradecer, respeitosa e cordialmente, mas não concordar, parcial ou totalmente, com a reflexão e inflexão do outro sobre o que pensamos e, de certa forma, nos marca e nos norteia.

Fazemos isso por educação adquirida, por princípios morais e sociais herdados e, quantas vezes, por crença religiosa incutida na infância e no decorrer da existência, por intermédio do estudo e das experiências a que somos sujeitos hora a hora, dia após dia.

Os comentários – vinco com veemência – são sempre óptimos, porque nos levam a novas visões filosóficas, psicológicas, humanas e teológicas muito úteis ao nosso constante crescimento e evolução social, mental e espiritual. Independentemente de haver, ainda, quem, no homem e no nosso tempo, queira separar a carne da essência, como se o indivíduo fosse duas coisas distintas, em que ambas estivessem tão separadas que não formassem um todo coeso e coerente na unidade original.

Será que o físico vive sem o espírito? E o espírito é alguma coisa sem a matéria?

No ser humano e no plano terreal em que estamos inseridos, bem me parece que é impossível tal dissociação, pois isso será fugir, completamente, ao projecto inicial da Força Universal a que chamamos Deus!

O Homewm

quarta-feira, setembro 19, 2007

Ignorância ou estupidez?

Concordo, plenamente, que tenha havido, ao longo dos anos, alguns abusos a Leis que dão benefícios a pessoas que deles bem carecem. Todavia não concordo que, às cegas, ou arbitrariamente, se cortem essas, tão justas quanto necessárias, regalias.

Tudo tem sua razão de ser e não pode, nem deve simplesmente ser decidido a bel-prazer de um qualquer “amanuense” ávido de “mostrar serviço” ou para que digam que é um acérrimo defensor das despesas do Estado.

Estou, é claro, a referir-me, muito concretamente, à ideia peregrina que alguém agora teve de pretender cortar o direito adquirido, com tanto esforço e tanta luta, das Pessoas com Deficiência gozarem de isenção no pagamento do Imposto Automóvel (IA), mesmo que a competente Junta Medica lhes tenha atribuído, em deficiência permanente, um grau de incapacidade motora igual ou superior a 60%.

Diz o Governo (ou lá quem foi) que é preciso que seja referido, no respectivo atestado, que a deficiência é impeditiva do uso de transportes públicos.

Ora isto é, dentro duma dedução lógica, um contra-senso, senão mesmo uma estupidez. Vejamos:

O referido Atestado (tenho o meu à minha frente) diz que o indivíduo possui uma incapacidade total de X%, sendo Y% de incapacidade motora.

Para quê, então, acrescentar uma referência afirmando que «o cidadão, em causa, está impedido do uso dos transportes públicos»?

Será que a percentagem de incapacidade motora (falo por mim) não é suficientemente esclarecedora? Ou será que os funcionários dos serviços encarregados da concessão de tal, ou tais isenções, são tão estúpidos ou ignorantes que precisem que lhes dêem a “papinha toda mastigada”?

Meu Deus, em que País vivemos nós?!...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Hipocrisia política

É deveras engraçado como só agora se diz, à boca cheia; que a invasão do Iraque foi ordenada, pelo Sr. Busch, por causa do petróleo.

Mas é claro que não foi por outro motivo! Esta coisa de querem fazer de nós parvos é mesmo impressionante! Qual armas de destruição massiva, qual carapuça!...

E o pior é que os ingleses que, tanto, tanto, nos criticam, pois se julgam os «supras sumos» de tudo que é inteligência, caíram no logro armado pelo “reizinho” das terras do Tio Sam e lá foram de cambolhada, armados até aos dentes, ajudar os “coitadinhos” dos americanos…

Francamente!... Não brinquem com a nossa (bem portuguesa) inteligência!

Terá havido alguém, com dois dedos de testa, que não viu logo que aquela guerra não era por aquilo que apregoavam os seus mentores, mas, sim, por interesses económicos bem fáceis de entender?

Dantes pela obtenção do ouro tudo era permitido. Hoje pela hegemonia sobre os combustíveis fósseis (brevemente extintos) acontece o mesmo.

E quando essas reservas naturais desaparecerem qual será o pretexto dos grandes “donos” deste Mundo para promoverem os seus valores e interesses pessoais?

É que, tal como Nero, Hitler, Pinochet e alguns (muitos) outros, também Jorge W. Busch vai ficar na História pela negativa.

Como o Mundo é tão hipócrita!...

sexta-feira, setembro 14, 2007

Sonhar é voar espiritualmente

Voar foi sempre a grande vontade dos homens e, certamente – que heresia!... Dirão –, de Deus.

Sim, de Deus!

Ou será por mero acaso que existem, no nosso planeta, muitíssimos animais capacitados para o voo? Até já há mais de 65 milhões de anos havia dinossáurios com tal faculdade.

Então por que duvidar que voar é, também, a vontade (realizada é claro) da Energia Inteligente Universal a que usamos chamar Deus?

Voar não é – nem que seja só espiritualmente – um acto e um gozo de autêntica liberdade?

Congeminar ideias, princípios, teorias, não é voar, livremente, no azul diáfano da imaginação e da criatividade?

E isto não é, por acaso, uma similitude com a Essência Divina que realizou o “Big bang”, criador dos Mundos, ou seja o “Faça-se Luz” do Génesis e de tantos escritos das culturas terráqueas?

Nisto somos ou não somos iguaizinhos ao Grande Sonhador Cósmico?

Respostas para quê? Elas são tão óbvias e flagrantes que causa medo formulá-las!

«As andorinhas voam no Céu» – digo eu num poema que escrevi na língua de Victor Hugo – «e eu voo dentro do meu coração. Eu sou livre de Ser e de Pensar!»