quarta-feira, julho 11, 2007

Os problemas ambientais já são velhos...

Era ainda menino, andava na quarta classe, e já me preocupava com as questões ambientais. E tanto assim era que “inventei” (não sei se a palavra será a mais adequada, pois tal não passou de um desenho insípido e pouco esclarecedor das imensas ideias que povoavam a minha imaginativa cabeça) um automóvel eléctrico cuja particularidade era ele próprio fornecer a energia de que precisava, usando os pontos mortos em que não necessitasse da energia para a sua própria locomoção.

A ideia – sei-o, hoje – não era tão disparatada quanto possa julgar-se, só que estávamos em 1947/48 e eu era alguém sem recursos, sem apoios e sem meios técnicos e/ou conhecimentos científicos para investigar, experimentar e executar o quer que fosse, nem nessa altura, nem mesmo depois de me tornar adulto.

Eu sabia, dizia-mo a minha intuição e a observação da Natureza, que algo tinha de ser feito, com certa urgência, para travar a poluição da atmosfera e, dessa forma, a degradação do nosso planeta.

Passou tempo, correu muita água debaixo das pontes, envelheci, Mas a questão de que me apercebi – era um rapazinho de calções e sacola dos livros às costas – continua cada vez mais viva, pertinente e preocupantemente a exigir soluções drásticas (os “paninhos” quentes não levam a nada), para que imediatamente se achem soluções eficazmente capazes de solucionar tão grave problema.

Que assim seja!

segunda-feira, julho 09, 2007

Os portugueses precisam de nova alegria

A alegria dá força e engenho para serem levadas por diante grandes coisas. Esta asserção, que é minha, baseia-se no facto de que alguém, invadido por uma tristeza profunda, não consegue, com naturalidade, realizar obras de génio. Pois, por certo, terá sido vencido por um, destrutivo, estado de depressão verdadeiramente incapacitante.

As grandes obras, ainda que feitas com calma, são sempre realizadas debaixo de uma certa dose de euforia, motivada pelo desejo de construir algo de útil e bom para quem a erige e/ou para quem a irá usufruir. E isso dá gozo: alegria!

Na “Era de Quinhentos” os portugueses, eivados de um espírito empreendedor e de curiosidade imbatíveis, fizeram-se a mar e, dessa forma, deram «novos mundos ao Mundo», como afirmou Camões.

Eles iam alegres, esperançados nos proventos económicos que adviriam do seu trabalho e dos sacrifícios e lutas que teriam, por mor de avançarem para o desconhecido, de enfrentar.

E foram! E fizeram! E «passaram além da Taprobana!» Eram heróis por força da esperançada alegria que os motivava. E hoje? O que somos e como somos?

Meu pai – Deus o tenha em bom lugar – dizia, muitas vezes, que Salazar castrara o povo português e o fizera triste e «vencido da vida», coimo os intelectuais do célebre “Grupo do Leão”.

De facto, depois do lampejo eufórico do pós-25 de Abril, os portugueses, progressivamente, têm vindo a cair numa acentuada e «vil tristeza» que os incapacita para os grandes rasgos.

E, daí, a crise económica, política, social, moral, filosófica, (eu sei lá que mais?) em que vivemos e nos afundamos a cada instante.

A dúvida é o “pão-nosso de cada dia” da nossa realidade existencial. Para onde vamos? O que queremos? E… até quando? Eu não sei responder. Mas, ao que vejo e sinto, os políticos e os governantes também não!

Que porra de tristeza é esta que nos está a atingir e a deprimir como nação?!...

sexta-feira, julho 06, 2007

O Juízo é fundamental ao Homem

O meu amigo Álmiro, o “bom patife das músicas”, questionava-me, há dias, sobre se tinha medo da velhice. Que não! Que tal, em si, me não assustava. O que me preocupa é a perda de capacidades, muito especialmente, de capacidades mentais, pois a maior tristeza é já não sermos senhores do que pensamos e, por isso, das nossas atitudes que, assim, deixam de ser correctas e coerentes com os nossos princípios e a nossa personalidade.

Este receio, creio-o, adquiri-o em menino, quando, em casa de meu avô paterno, o ouvia dar “Graças a Deus” e, ele, a certa altura da reza, dizia «S. João Baptista, dai-nos juízo até à hora da nossa morte.»

De facto o uso da razão é o maior bem que foi dado ao Ser Humano. Sem ele seríamos, apenas, meros animais regidos pelos instintos naturais e sujeitos às circunstâncias do ambiente e do clima. Sem tal benesse, qualquer alternativa de intervirmos de forma a garantirmos um melhor viver, seria, à partida, objectivo falhado.

Mas esse bem tem (está a ter), também, efeitos perniciosos. Pela nossa inteligência, egoísta e egocêntrica, estamos, a cada dia, a destruir o nosso habitat ou seja o Planeta Terra.

Que sejamos tão inteligentes a ponto de travar e corrigir todos os males que fazemos à Natureza, é, obviamente, o nosso esperançado desejo.

E… Já não é pouco!

quarta-feira, julho 04, 2007

Guerra Santa

Fala-se tanto – nos nossos dias – em “Guerra Santa” (Jihad Islâmica) que, de um modo ou de outro, se está a gerar um clima de desconfiança e medo em torno da expressão, associando-a, natural e imediatamente, a actos de violento e cruel terrorismo.

Claro que há fortes razões para que assim seja. As notícias das televisões põem-nos, diariamente, à frente dos olhos, cenas e acontecimentos que mostram o quanto o homem é carrasco e vítima do próprio homem. E não há ética ou moral que valha!... Tudo se permite e tudo se usa!

Diremos, nós, os ocidentais cristãos, cuidando ter a razão do nosso lado: Somos impolutos, por mor da nossa religião, que é de tolerância e entendimento, nunca desenvolvemos actos semelhantes de “guerra santa”!

Oh! Como somos tontos! Então as Cruzadas foram o quê?

“Guerra santa”?! Que intolerância e que loucura!...

Um dia – contam os evangelhos –, os discípulos, exaltados por os Samaritanos lhes terem negado acolhimento, disseram a Jesus: «Quereis que mandemos do Céu um fogo que os destrua?» Que não – respondeu o Cristo –, que não competia aos homens punirem naquilo que só a Deus diz respeito.

Isto é verdadeiramente sublime e maravilhoso, porque é a negação às “guerras santas”, feitas por homens contra outros homens, ainda que ajam ou pensem de forma que (a nós) nos possa parecer contrário aos mandamentos divinos. Isto é o não, peremptório e definitivo, a todas as “guerras santas” sejam quais forem. Isto é Amor!

E é assim que deve ser. O contrário é ódio, é crime e tem de ser erradicado da face da Terra, não pela violência, mas pelo diálogo, pelo exemplo edificante, numa palavra: pelo Amor incondicional e sincero, cultivado e executado por todos os homens sem excepção.

segunda-feira, julho 02, 2007

Avareza e poupança louca e estúpida

Conheço pessoas que são verdadeiros esquilos. Guardam tudo: o velho e o novo; o que precisam e o que já não lhes faz falta. Enchem espaços com coisas que lhe não são úteis e, pior, em muitos casos, inconscientemente, promovem verdadeiros antros atentatórios à saúde, pois criam nichos propícios ao desenvolvimento de ratos, insectos e outras bichezas causadoras de epidemias perigosas para o ser humano.

Ser poupado, ser económico, ou não destruir património é bom e louvável. Usá-lo, quando já não o queremos, em proveito dos outros é digno de almas sãs. Pôr aquilo que é testemunho do passado ao serviço, pedagógico, das gerações vindouras, cedendo-o a museus, é motivo de orgulho para o dador e seus descendentes e merecedor de altas comendas.

Mas… (cá vem a malvada adversativa) ao contrário aferrolhá-lo, sem préstimo, nem cuidado, é crime (pelo menos no plano moral). E será, seriamente, punido quando um dia tivermos de dar contas ao Criador Supremo. Disto não tenhamos a menor dúvida! O dizer: «era dos meus passados, não o dou, nem o vendo,» é egoísmo aberrante e abominável que só merece críticas severas, pois não serve a ninguém, nem ao próprio, nem ao seu semelhante.

É por causa de tal pensar que (tantas vezes) vemos terras a monte a criar silvas e matagais, com bichos perniciosos a infestarem esses espaços abandonados e a causarem doenças e receios às populações circundantes.

O que não nos serve, pode, muito bem, servir a outros com carências várias!....