segunda-feira, junho 18, 2007

Mudanças de nossos dias

«Um homem não chora!» Esta frase milhões de vezes repetida, século após século, só nos meados do século XX, começou, na Europa, a ser posta de lado e isso, talvez, devido aos movimentos feministas que lutavam pela libertação da mulher no sentido de uma igualdade perfeitamente razoável e justa.

O homem machista – dono e senhor de tudo – capaz das maiores temeridades e, também, das mais hediondas atitudes (Graças a Deus!) está em vias de extinção, para dar lugar a um homem tolerante e respeitador do sexo oposto, colaborando, empenhadamente, na valorização da mulher, quer na sociedade, quer no emprego, quer ainda na vida económica e doméstica.

O homem (pelo menos o europeu) deixou de cheirar a suor e a cavalo, como outrora, e tornou-se, metrossexualmente, um ser delicado, sensível e que, dentro de si, vive e sente emoções que lhe estavam proibidas, pois, se tal sucedesse, era, de pronto, apelidado de frouxo e de efeminado.

Felizmente que «o homem, dos nossos dias, também chora!» É sinal que o mundo está, realmente, a mudar e, de modo efectivo, a contribuir para a rápida concretização da bíblica profecia que fala no surgimento de «um novo Céu e de uma nova Terra» a acontecer durante a Era de Aquário em que já entramos.

Assim seja!...

sexta-feira, junho 15, 2007

Ecologia um tema inesgotável

É surpreendente como em áreas onde deixaram de ser efectuadas culturas agrárias convencionais, ficando, naturalmente, a terra de poiso, tornando-se em matagal, não se tenham tornado em habitats privilegiados à proliferação de animais selvagens, muito especialmente lagartos, cobras, raposas e, até, lobos, como outrora.

Mas, salvo raríssimos casos – como, por exemplo, na borda ocidental da nova Avenida da Europa, em Viseu, em que já foi vista uma raposa e algumas grossas serpentes –, tal não é frequente.

A que atribuir essa falha no repovoamento dos pousios com bichezas?

Embora seja difícil achar, linearmente, respostas cabais para esta questão, ainda assim é-me lícito aventar duas ou três, que cuido relevantes, no contexto geral desta problemática.

A primeira será o facto das áreas agrícolas abandonadas terem, na maioria dos casos, acesso complicado, pois, para lá chegarem os animais repovoadores, teriam de cruzar redes rodoviárias de tráfego intenso e, para eles, assustadoramente, fatais.

A segunda pode muito bem ser o efeito nefasto dos fogos, a mais das vezes de origem criminosa, que, ciclicamente, assolam esses matagais, matando os animais ou obrigando-os à fuga precipitada.

E a terceira, aquela a que a todos deve preocupar, creio ser as condições ambientais adversas, quer pela poluição envolvente (lixeiras, regatos de águas de escorrências de pequenas indústrias, de pocilgas, etc.), quer pela mudança dos microclimas ocasionada pelo efeito de estufa, os quais, de uma forma ou de outra, impossibilitam a reprodução normal dos bichos e, daí, a criação (ou recriação) de uma desejável biodiversidade local importante porque equilibradora da Natureza.

Que fazer, neste caso?

Aos técnicos é que cabe olhar e estudar a situação em todas as suas vertentes: Então, digam-no e façam-no!

quarta-feira, junho 13, 2007

Veículos de Energia Limpa

Fala-se muito, hoje em, dia, em emissões de CO2, as quais estão a prejudicar, de forma preocupante (digo: assustadora), a atmosfera terrestre causando o aquecimento global e, com ele, todas as, desastrosas, alterações climáticas que estão a ocorrer a um ritmo alucinante e que, por todos os meios, urge travar.

Diz-se, também, que cabe ao veículo automóvel uma boa quota-parte na responsabilidade dessas perniciosas emissões, pelo que é recomendado o uso de viaturas que utilizem as (chamadas) energias limpas ou verdes.

Estamos, creio-o, todos de acordo neste ponto tão importante, porém… E aqui ficam a adversativa e as reticências de pleno direito, não pela exigência gramatical da frase, mas pela realidade e verdade dos factos envolventes a tal conjuntura.

É que esses veículos, seja qual for a sua marca de origem, têm, no mercado, preços de venda ao público ainda demasiado elevados, independentemente das características técnicas que possam, ou não, apresentar.

Como resolver o problema? Confesso que não sei! Contudo acho que cabe aos fabricantes e (por que não dizê-lo?) aos políticos debruçarem-se, seriamente, sobre o assunto na busca, concreta e efectiva, da solução adequada, pois a Natureza e a Humanidade tudo beneficiariam com isso, já que só temos uma casa e, essa casa, é única no Cosmos: o Planeta Terra.

segunda-feira, junho 11, 2007

Mais uma vez: Ecologia

Aquela árvore, perdida no meio do capim amarelado da savana, crestada pelo sol, era a memória, desoladoramente triste, do que, em tempos, fora uma selva plena de arvoredo de grande porte, quer na altura dos espécimes, quer na verdura exuberante das copas., onde andarilhava uma vastíssima multidão de bichezas.

Esta imagem será, não só da Africa de hoje, mas, muito em breve, de muitos outros lugares da Terra, onde ainda vicejam florestas, se, estúpida e teimosamente, insistirmos em não tomarmos atitudes que evitem o caos em que estamos a deixar-nos cair.

Porque esta inquietante realidade não é mera figura de retórica, há que insistir com veemência e convicção a toda a hora, em todos os lugares e junto de toda a gente, pois se o não fizermos, com urgência e premência, nada legaremos de bom e de belo aos vindouros que, por mor dos nossos erros, poderão nem chegar a nascer, até que o Planeta Azul, nuns bons milhões de anos, consiga regenerar-se e voltar, de novo, a ter um outro animal (dito, nós não estamos a sê-lo) inteligente e parecido connosco, mas incapaz de cometer os erros que nós, por ganância, estamos a cometer.

A destruir, leva um segundo. A construir ou restaurar, demora séculos. E é por isto e para isto que nunca devemos deixar de estar atentos e empenhados, sob pena de, tal como os políticos dos nossos dias, virmos a ser julgados e condenados pela História que alguém há-de escrever.

sábado, junho 09, 2007

Liberdade - valor maior

Havia um rei que não queria ser rei. Porque ser rei é uma grande chatice. Não por ter de mandar. Para isso estão lá os ministros. Mas por não poder ser livre. Poder dar um passeio pelos campos sempre que lhe apetecesse ou mergulhar no mar, numa praia qualquer, quando lhe desse na “real gana”. Deixar o palácio e a maçada dos banquetes oficiais e imiscuir-se nas festas de S. João e, no meio do povo, regalar-se com uma sardinha assada a pingar num bom naco de boroa.

Não! Não podia ser livre! Não podia namorar a camponesa vistosa que lhe enchera o olho, numa das suas escapadelas do Paço. Não podia mais ouvir as histórias que uma santa velhinha tinha para lhe contar, como sucedeu um dia em que fugira à vigilância, a que estava sujeito, e se embrenhara pelo bosque, onde a encontrou à porta duma humilde cabana coberta de colmo.

Não podia ser livre e, como toda a gente, atravessar a cidade, sem o séquito oficial a controlar seus passos e seus actos. Não podia cumprimentar e falar com as pessoas com quem se cruzasse nesse trajecto.

Não! O rei não era livre e, por isso, não queria ser rei!

Ele sabia, pelas vezes que fugira à submissa tutela do protocolo real, que a liberdade é o valor maior que os homens devem salvaguardar para si e para os outros.

Tirou a coroa da sua cabeça, pô-la na do irmão e, sem constrangimento, livre como passarinho, riscando o azul do céu, partiu a tomar conta da sua liberdade.

E… desse modo, conseguiu ser feliz e ser, sobretudo, Homem: Rei de si e da Natureza que, maternalmente, o envolveu num abraço terno de muito amor!