quinta-feira, maio 03, 2007

Obesidade

Nestes últimos dias, tem-se falado imenso no flagelo do nosso tempo, ou seja, da obesidade, muito especialmente, da obesidade infantil. E neste caso, para além dos erros alimentares, atribui-se o fenómeno à falta de exercício físico praticado pelos mais novos.

Diz-se que os miúdos já não brincam nas praças, jardins ou parques como acontecia antigamente. O que, de facto, é verdade. Isso sucede porque esses lugares são, hoje em dia, inseguros e os pais, a trabalhar, não podem acompanhar as crianças como era seu desejo. Num passado de trinta, quarenta anos, os lugares de recreio público estavam cheios do riso das crianças a brincarem e das recomendações dos avós que vigiavam as folias infantis.

Então os casos de obesidade nos mais pequenos eram raríssimos. E agora? Por que motivo tal não sucede?

Dizia-me, ontem, minha esposa, com imensa propriedade, justificando este triste estado de coisas: «Os tempos mudaram e mudaram tanto que as crianças ficam todo o dia “enjauladas” nas creches ou nos A. T. Ls, até os pais as irem buscar, depois de saírem dos empregos. Por outro lado, os “velhos” avós encontram-se também “enjaulados” nos lares de terceira idade, onde são “armazenados” como mercadoria sem préstimo porque, em suas casas, seriam um estorvo à vida dos filhos e dos netos.»

É cruel, mas esta é a realidade que se vive e a que ninguém consegue eximir-se!...

segunda-feira, abril 30, 2007

Para se ter ideias bem formadas é preciso conhecer o bem e o mal

Nunca percebi muito bem porque é que a igreja católica com sede em Roma “apostatou” muitos dos livros chamados apócrifos, não os incluindo no leque dos textos do (dito) Novo Testamento.

Bem sei que alguns deles – segundo quem os leu – continham conteúdos ou afirmações não concernentes com os princípios que norteavam (e, parece, continuam a nortear) os chefes daquela secular Igreja. Mas daí a tirá-los da acessibilidade da leitura geral vai uma distância abissal, pois quando me dei conta que (também) tinha direito a pensar e, em consequência, a ter ideias próprias sobre os assuntos, verifiquei e conclui que só conhecendo os vários dados de uma questão é que podemos consolidar conhecimentos e, concomitantemente, o nosso pensamento e, na situação em apreço, a nossa fé.

A fé não pode ser uma convicção cega – herdada, ensinada e/ou imposta na meninice por quem esteve encarregado da nossa educação social, moral e… religiosa – tem de assentar suas bases em alicerces de estudo diversificado, aturado e continuado. Dizia, muitíssimo bem, minha avó materna que «só é sabedor e tem convicções fortes quem conhece, por estudo ou por vivência própria, o bom e o mau e disso tira as devidas e naturais ilações. O “Maria vai com as outras” ou o “já meus pais assim faziam”, não é nada, porque é, apenas e só, fundamentalismo, melhor, é fanatismo doentio e perigoso que conduz a extremismos alienatórios.»

Nos tempos que correm, não se querem dogmas o que se precisa é que cada um tenha acesso aos documentos e ás vivências, para que o modo de ser e de estar, sejam próprios de uma vontade estruturada e jamais resultantes da imposição dos outros.

A “Inquisição”, cremos, acabou!...

sexta-feira, abril 27, 2007

Pensamentos avulsos II

Se alguém vai à frente, nas ideias ou no tempo, logo o alvejam e (muitas vezes) destroem.

O rico, ainda que medíocre, prospera sem esforço. O pobre, mesmo talentoso, tem de lutar afanosamente para singrar na vida.

O dinheiro é, ainda, a força do triunfo fácil e a mola que catapulta a mediocridade para o pódio.

Que pena a cultura ter (também) de depender do dinheiro!...

Na hora da dificuldade, bem poucos são os que estendem a mão àquele que esbraceja buscando a saliência que o salvará.

quarta-feira, abril 25, 2007

No Dia da Liberdade

A alegria, entusiasmo, euforia, frenesim e êxtase de sonho e esperança num Portugal e numa vida melhor, do após 25 de Abril, têm vindo, a pouco e pouco, a esmorecer.

Já passaram trinta e três anos em que, numa madrugada, tocou o meu telefone e alguém da redacção do Diário de Notícias, de que era correspondente em Viseu, me disse: – Almeida Campos há uma revolução na rua, vá saber o que por aí se passa.

Passaram 17 Governos e…

Mas a esperança não mudou – os portugueses são assim! – e continuamos à espera do D. Sebastião que há-de vir, numa manhã de nevoeiro, para nos salvar e ao país de que foi rei. Valha-nos, ao menos, isso!...

segunda-feira, abril 23, 2007

Pensamentos avulsos

Deus é Todo Misericordioso. Mas Deus sabe que os homens pecam, por isso a Sua Misericórdia é maior do que o pecado dos homens. Assim sendo, ninguém é condenado para a eternidade infinita do tempo.

A humildade seduz. A arrogância cria o ódio e o ódio mata a «liberdade, a igualdade e a fraternidade», numa palavra, o amor.

A diversidade é filha de Deus e cria harmonia natural no Universo e na mente dos homens. A complexidade é criação do Homem e gera a burocracia e a confusão e estas levam à corrupção e às desigualdades que lhe são inerentes.

(...do meu «Bloco de Notas»)