quarta-feira, dezembro 13, 2006

Reflexão em vésperas de Natal

Estamos – como dizia um dia destes, neste espaço – ás portas do Natal.

Não é (não pode ser) só mais uma época festiva a cumprir calendário. Tem de (devia) ser um tempo de reflexão, direi mesmo, de grande reflexão de todos, sublinhe-se todos, os homens com obrigação e responsabilidade na orientação dos problemas governativos do Mundo, com vista a acabar com a fome e, concomitantemente, a pobreza, as pestes no âmbito da saúde, o analfabetismo e a iliteracia, o desemprego, a violência doméstica, e a escalada desenfreada ao poder – fontes causadoras das guerras e do mal-estar geral do tempo que vivemos.

Natal não pode ser uma simples comemoração religiosa, tem de ser o despertar (vinque-se despertar) da humanidade para as realidades da vida actual, com todos os seus pontos agradáveis, mas também e sobretudo, infeliz e desgraçadamente, com todas as dores que nos envolvem, amarfanham e apoucam.

Senhores do Mando, acordem e lutem por um mundo melhor, com muita fraternidade (que os homens dêem as mãos), solidariedade (na preocupação de resolver as carências dos outros, sem “caridadezinha”), amor e paz!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Atitudes dispares

Morreu o velho ditador Augusto Pinochet.

Até aqui nada de novo. Os homens por velhice ou por doença morrem. A lei da vida é exactamente essa. Tudo o que nasce morre, mais cedo ou mais tarde.

No entanto a morte do ditador Chileno revestiu-se de uma característica que a mim me pareceu nada comum e sobretudo de grande negativismo mental (ia a dizer comportamental). Enquanto uns –muito poucos – choravam o caudilho, outros – muitos milhares – festejavam alegremente o seu desaparecimento do mundo dos vivos.

Por quê tais atitudes? O homem há muito que já nada podia, nem fazia por ou contra o povo e o país. Tinha – há bastante tempo – “arrumado as botas”, como se usa dizer. Não era esperança para ninguém, Mas, também, não constituía perigo para quem quer que fosse.

Por isso, acho eu, (ás vezes sou tão estúpido…) qualquer dos comportamentos revela uma certa alienação mental, deveras comprometedora de uma democracia em desenvolvimento como me parece ser o caso do Chile, porque são verdadeiramente demonstrativos da dúvida reinante nas mentes dos que choravam e dos que riam. Afinal, ambos os grupos revelavam insegurança e incerteza no seu futuro e no futuro do seu país.

É aqui que reside o negativismo das duas alienadas atitudes. Uns choravam saudosisticamente, talvez na esperança de um retorno ao mau passado da ditadura do velho general; outros jubilavam possivelmente na esperança de que, sem o ditador, possam mudar as coisas para si e para os seus.

Uns e outros cometiam o erro do seu pensamento mal formulado e indefinido, totalmente fora da conjuntura política da sua pátria, tão martirizada ao longo dos séculos. Se os primeiros carpiam benefícios gozados no passado recente, os segundos dançavam com o sonho de virem a sentir o prazer de um utópico viver sem sacrifícios. Não restam dúvidas. Ambas as facções mostraram não ter noção do seu porvir, o qual não é feito de meras manifestações de pesar ou de jubilo, mas, tão somente, do dar de mãos e do arregaçar de mangas, avançando para um trabalho árduo, doloroso e convicto de construção de valores e princípios que urge (re)encontrar.

Felizmente – ao que nos foi dado ver, pelas televisões – não foi o país inteiro que assim procedeu, foram – cremos – apenas duas minorias sociais que carecem ainda de dar passos rápidos e largos na aprendizagem e na vivência democrática e que precisam, também, de muito esclarecimento social e humano.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Até parece vqaue vão haver eleições...

Em que país estamos, meu Deus?!...

Os governantes portugueses não entendemos se foi por ignorância, se por interesse propagandístico, (não estamos em período eleitoral) deram-se a anunciar 95 (ena pá, tantas!) medidas para benefício dos cidadãos com deficiência. Louvores se dêem, por isso! Só que o reverso da medalha é bem diverso deste discurso triunfalista.

Leis há-as “a dar com um pau” – como soa dizer-se – e todas são para beneficiar a pessoa com deficiência, se calhar até não seriam precisos tantos diplomas legais e, sim, que se cumprissem cabal e efectivamente todos aqueles que, na realidade, são claramente úteis e satisfazem os fins para que foram feitos. O mal é que, uma grande quantidade de leis, não é cumprida ou é anulada, estupidamente, por outra que a deixa sem qualquer efeito.

Nós, as pessoas com deficiência, não queremos esmolas, nem favores de “caridadezinha” eleiçoeira, queremos é que nos facilitem a vida e nos garantam o direito ao ensino, saúde, trabalho, justiça, (por que não?) ao lazer e a tudo quanto nos valorize como seres humanos, que não deixamos de ser mormente as nossas limitações físicas, mentais e psicológicas.

Espero que dessas tais 95 medidas a favor do cidadão com deficiência todas sejam realmente benéficas e não apenas actos de fachada, qual fogo de artifício que é lindo quando estoira, mas que, depois, nada mais deixa senão uma ténue e agradável imagem no fundo da nossa memória.

“Vamos a ver!” – como diria um cego.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Vem aí o Natal

Está ai o Natal,
Os homens têm de se imbuir do Espírito Natalíciom e seguir com ele por diante p0ara que o Mundo se torme mais saudável e belo, porque mais cheio de fraternidade e de paz. É preciso, é urgenta abrir cotrações e gritar : Glória a Deus nas Alturas e Paz nsa Terra aos homens, a todos os homens!

Sonhar é preciso

Um homem marcha na bruma dos dias e vai convicto que há-de atingir a luz do sol brilhando sobre a água azul do mar.

Se não fosse o sonho a vida seria fastidiosa e melancólica. Nunca haveria um único momento de esperança e não valeria a pena viver. O que dá ao homem força para prosseguir é o pensar sempre que o dia de amanhã irá ser bem melhor do que o de hoje. É a eterna esperança, o perene sonho.

Mas, infelizmente, a realidade não é assim tão linear. Há muitos escolhos pelo caminho, muitas manhãs enevoadas e muito sofrimento para subsistir. E pior que tudo, há também a quebra de paciência na espera do tal lugar ao sol tão desejado por todos e por cada um em especial e surge o desânimo, a frustração, a desistência de ser e de estar. Os divórcios, os suicídios e a perda da auto-estima são uma constante daqueles que já não têm força para lutar e sonhar e ir em frente, sempre na busca da felicidade, que está dentro deles, nem que seja só o lampejo de um brevíssimo instante.

Faz hoje, 4 de Dezembro de 2006, quarenta e um ano que me casei. E não sei quantos mais farei ainda. Mas sei, isso sim, que, apesar de terem sido quatro décadas difíceis, por razões de toda a ordem, continuamos de mão dada a enfrentar as vicissitudes da vida porque o sonho não morreu e continuamos a sonhar com o Sol e com as delícias do seu calor a aquecer o nosso corpo e a nossa alma.

Vamos em frente com muita esperança!