sexta-feira, novembro 03, 2006

Um aviso aos leitores

Nem tudo corre a nosso gosto e querer. Às vezes há imprevistos ou contratempos que nos fazem alterar a rota inicialmente traçada e seguir por outro caminho, talvez não tão acessível, mas que nos pode possibilitar a chegada ao mesmo objectivo. Contudo, também existem situações ou circunstâncias, tão imponderáveis que nos obrigam, quer se queira, quer não, a parar por algum tempo, mesmo que breve, para, depois, naturalmente, se prosseguir o destino e, concomitantemente, retomar o nosso projecto.

É o meu caso, neste momento.

Por razões técnicas, a que sou totalmente alheio, vou ficar, por uns dias (uma ou duas semanas), impossibilitado de comunicar com a Internet e, por isso, incapacitado de renovar o blogue, bem como de enviar e receber correio electrónico (vulgo emails).

Apetece-me fazer como os empreiteiros de obras públicas e colocar uma grande tabuleta a dizer: «Pedimos desculpa pelo incómodo. Prometemos ser breves.» Não desistam, por isso, de visitar este blogue, pois de um instante para o outro tudo pode cvoltar à normalidade e, então, cá estarei para vos agradecer a paciência e a preferência. Obrigado!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Amor Eterno

“Aquela leda e triste madrugada”[1]

bem viu a bela entrega de ternura,

tornada em simples dada apaixonada

de amor puro e sincero, que perdura.

Aquel’ momento foi tudo e foi nada.

pois transformou-se, ó Deus, por essa altura

numa obsessão fantástica e lembrada,

como uma vil maleita de clausura.

Gastou-se Apolo mil vezes passando,

em seu carro vistoso, pelo Céu

sem, daquela ilusão, romper o véu.

E nada se esvaiu, sempre ficando

por uma eternidade desejada,

mas, dolorosamente, consumada.

____________

1 – Líricas de Camões

(Do meu livro a publicar:«Sentimentos»)

segunda-feira, outubro 30, 2006

Pensamentos

As dores do corpo são brutas e sem tamanho – ainda recentemente as senti, em lancinante sofrer médico/cirúrgico – mas, bem piores, porque mais persistentes, são as da liberdade coarctada, as das injustiças e do desamor dos homens, nas horas em que surge o medo e, também, naqueles momentos em que se descobre que a ingratidão de quem amamos e a quem tudo demos também nos atinge e magoa.

Viseu, 22 de Novembro de 2002

José Calema

________///_______

«Para compreender os tempos é preciso escutar os Poetas. Para saber o que padece o mundo é preciso interrogar os poetas.»

Padre David Maria Turoldo

(a propósito do “regresso dos monges para refundarem a Europa”)


(Do meu livro de poemas a publicar intitulado:«Sentimentos»

sexta-feira, outubro 27, 2006

GRANDES PORTUGUESES continuação

Alguém, na rua, que leu este meu blogue, se me dirigiu, porque me conhece pessoalmente, e perguntou-me: «na tua última crónica, fazias tantas perguntas a que não dás qualquer resposta que eu próprio já não sei em quem votar, por isso, demando-te em que figura portuguesa recai o teu voto?»

Como para mim as pessoas são para respeitar e amar e não para serem postas em confronto competitivo umas com as outras, não voto, nem alvitro nenhum nome.

«Mas tu votas, nas eleições, para a Presidência da República?»

Efectivamente, isso é verdade. – Confirmei. – Mas aí o que está em causa é a ocupação de um cargo, o cumprimento de uma missão, ou exercício de uma função. É bem diverso. Não estamos a dizer quem é melhor como ser humano ou, como no caso em causa, quem é o melhor português. Ai o que quero é que a função seja bem exercida e nada mais! Uma pessoa simples, sem grandes rasgos de saber e de heroísmo pode vir a ser, na sua modéstia e humildade, um óptimo cumpridor de importantes funções, já que apenas é ele mesmo e não tem de exibir coisa alguma, os outros (o povo) é que o julgará não pela sua pessoa, mas, tão somente, pela forma como leva por diante a sua tarefa. É só isto!

quinta-feira, outubro 26, 2006

"GRANDES PORTUGUESES"

“Grandes Portugueses”.

Quem são (ou foram)? Como são (ou foram)? Por que o são (ou foram)? Quem os faz (ou fez)? As perguntas são tantas, tantas que não sei se uma simples postagem deste blogue seria capaz de comportar tamanho volume de informação para dar resposta cabal a tantas dúvidas. Uma coisa é certa, a RTP (à semelhança de outras estações de televisão, no Mundo), parece-me, está a conseguir uma coisa espantosa: fazer com que os portugueses, letrados ou não, se ponham mais atentos à sua História e, sobretudo, aos valores que, desde sempre, nos nortearam e nos projectaram, pelos tempos fora, nesta grande esfera que descobrimos, exploramos, dominamos e, onde, quer nos orgulhemos, quer não, deixamos marcas a atestar a nossa presença, o nosso mérito e o nosso demérito.

Fomos e estivemos, somos e estamos! Bem ou mal!

Ser e Estar positiva ou negativamente é o que define a identidade de um Ser Humano ou colectivamente de uma Nação pequena ou grande, isso não importa. O importante é ter-se motivos que nos levem a pensar que, afinal, não somos tão insignificantes quanto nos querem fazer crer ou quanto, nós mesmos, nos julgamos.

Os padrões reais e/ou imaginários da nossa passagem por este planeta são demasiado evidentes para serem ignorados e esquecidos. É isso que dá força para enfrentar as tempestades da vida e do mundo e ir avante, rumo a um futuro que queremos construir com pedras e argamassa de muito Amor e Paz.